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INEGI testa protótipo da primeira antena espacial europeia de grandes dimensões

INEGI testa protótipo da primeira antena espacial europeia de grandes dimensões

Investigadores do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI), no Porto, estão a testar o protótipo daquela que será a primeira antena espacial europeia de grandes dimensões, “uma das mais críticas tecnologias para os satélites do futuro”.

Em causa está o protótipo do modelo da primeira antena europeia desdobrável de grandes dimensões, que embarcará num dos satélites do programa Copernicus, conduzido pela União Europeia e pela Agência Espacial Europeia, que tem as primeiras descolagens previstas para 2027.

Com uma arquitetura de cinco a vinte metros de diâmetro, a antena inclui um refletor e um braço desdobráveis que vão permitir cumprir missões estratégicas, como a observação da Terra, telecomunicações e missões científicas.

Depois de ter desenvolvido os equipamentos para testar o refletor e o braço da antena, na Airbus, na Alemanha, e no INTA – Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial, em Espanha, o INEGI tem agora a responsabilidade de realizar novos testes, em Portugal.

“Nos últimos três anos temos vindo a desenvolver vários equipamentos para testar sistemas incorporados em satélites, no âmbito deste projeto [LEA – Large European Antenna]. Estamos focados nas tecnologias que validam a performance e os requisitos técnicos dos sistemas em terra, de forma a caracterizar o seu funcionamento em órbita, antes do lançamento para o espaço, particularmente braços articulados e refletores”, explica Ricardo Lopes, responsável pelo projeto no INEGI.

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Foto: INEGI

O INEGI está agora a testar uma das cinco soluções que criou para fazer a validação do braço articulado da antena. Serão testadas três funcionalidades do braço articulado: a repetibilidade, rigidez e exposição solar, “determinantes para garantir a correta abertura da antena no espaço”.

“Avaliamos a performance do equipamento, damos a informação à empresa que fornece o hardware sobre como é que ele se comporta, ou seja, se tiver uma prestação menos positiva temos de dar esses dados ou se tiver uma prestação positiva, se está com ótimas características de repetibilidade, exposição solar, rigidez”, esclareceu o investigador à Lusa.

O desenvolvimento da antena espacial de grandes dimensões na Europa surge da necessidade de a Europa “aumentar a sua independência ao nível da tecnologia espacial”, desafio que tem vindo a ser trabalhado no âmbito do projeto LEA – Large European Antenna, financiado em 4,9 milhões de euros pelo programa Horizonte 2020.

De referir que, recentemente, o INEGI foi uma das cinco entidades portuguesas selecionadas pela Agência Espacial Europeia para desenvolver equipamentos para a missão espacial do programa Copernicus (CIMR – Copernicus Imaging Microwave Radiometer), que vai monitorizar fatores terrestres, como a temperatura da superfície dos oceanos, concentração de gelo e salinidade do mar. 

Segundo indica o instituto, o contrato, no valor de 1,5 milhões de euros, terá como foco a criação de equipamentos para testes de satélites espaciais, que vão ter por base o trabalho desenvolvido no projeto LEA.

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