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Há uma “jóia” do Douro que escapou aos críticos

Há uma

É inegável, a Sogrape é reconhecida por produzir excelentes vinhos em todo o país, mas é no Douro que guarda os seus verdadeiros tesouros. Um exemplo é o Legado, um vinho excepcional que é cultivado em numa vinha centenária.

E, claro, não podemos esquecer o Barca Velha, um vinho que foi idealizado por Nicolau de Almeida nos anos 50 com a ambição de ser o melhor de Portugal e se destacar no mundo inteiro. Em breve, teremos uma nova edição deste ícone.

Mas a Sogrape esconde outra jóia, o Antónia Adelaide Ferreira que é um vinho de edição limitada. Este vinho presta homenagem a uma figura icónica do Douro, Antónia Adelaide Ferreira, e à região em si, ao reunir uvas dos terroirs mais emblemáticos, Cima Corgo e Douro Superior, onde a Casa Ferreirinha, parte da Sogrape, possui as suas quintas.

O que é notável é que este vinho, apesar de sua qualidade excepcional, passou despercebido pela maioria dos críticos. Esta discrepância entre a qualidade do vinho e a falta de atenção dos críticos é digna de nota e talvez até benéfica para aqueles que agora têm a oportunidade de descobrir esta jóia vinícola.

Desde 2011, quando foi incluído no portfólio da Casa Ferreinha, o Antónia Adelaide Ferreira tem sido uma homenagem à figura histórica de Dona Antónia, com lançamentos subsequentes e a adição de uma versão branca. Em 2023, a Sogrape decidiu lançar a versão tinta de forma individualizada, destacando o seu propósito original.

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Segundo o Jornal de negócios, o vinho é elaborado pelo enólogo Luís Sottomayor, que seleciona cuidadosamente uvas das quintas da Sogrape, como Quinta da Leda, Quinta do Seixo, do Sairrão e Quinta do Porto.

A composição inclui principalmente Touriga Nacional e Touriga Francesa, seguidas por um field blend de Vinhas Velhas e uma pequena porcentagem de Sousão, proporcionando acidez e cor. O processo de fermentação e estágio ocorre em barricas de carvalho francês por cerca de 8 meses e depois em tonéis maiores, garantindo uma integração suave da madeira.

O resultado é um vinho de acidez vibrante, corpo sólido e taninos firmes, mas bem integrados, destacando-se pela sua elegância. Apresenta notas sedutoras de especiarias e é indicado para acompanhar carnes vermelhas, pratos de caça e queijos.

Embora já esteja no auge da evolução, ainda promete envelhecer bem por mais alguns anos, revelando maior complexidade com o tempo.

Fotografia: Pexels

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