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Novo álbum de som “limpo” num “momento de afetos”

Os GNR preparam-se para lançar o 12.º disco de originais, recuperando um  estilo característico de outros tempos.

Quatro anos depois do último álbum de originais, os históricos GNR prometem voltar a dar que falar. Em março, os portuenses vão apresentar um novo trabalho, numa espécie de “regresso às origens”. A realização do disco ficou a cargo do também músico André Tentugal. Aos 34 anos de carreira, a banda de Toli César Machado, Rui Reininho e Jorge Romão vai editar, pela primeira vez, através da sua própria editora, intitulada IndieFada.

“Não estávamos contentes com as coisas como estavam e decidimos avançar. É uma coisa que já outras bandas fizeram – isto da edição própria – até porque os discos cada vez se vendem menos. Nós demorámos um bocadinho, mas estamos a adaptar-nos ao mercado”, frisou Toli César Machado, um dos fundadores do Grupo Novo Rock. Ainda assim, as novidades não se esgotam aqui. O núcleo duro dos GNR continuará a ser composto pelos três artistas, mas a formação contará, ao vivo, com dois convidados: Samuel Palitos (A Naifa e ex-Censurados) na bateria e Paulo Borges (Rita Redshoes), nos teclados.

“Ainda temos muito gozo em tocar”

Nesta nova etapa, o grupo – resultante do chamado ‘boom’ do rock português, no início da década de 80 – pretende apostar, sobretudo, na vertente ao vivo e nas novas formas de escuta e difusão de música. Um novo conceito que, tal como frisou Toli César Machado, vem mostrar que a banda ainda tem “muito gozo em tocar”. “Retropolitana” foi o último álbum de originais editado pelos portuenses, em 2010. Entretanto, apostaram numa coletânea com versões de temas antigos e num DVD ao vivo.

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gnr1Uma viagem “aos tempos antigos dos GNR”

Produzido por Mário Barreiros, o novo registo tem como single de avanço o tema “Cadeira elétrica”, com música de Toli e letra de Rui Reininho. O videoclip da canção, realizado por André Tentugal, retrata um universo de magia, onde tudo acontece de forma inesperada e surpreendente.
Neste 12.º disco, os músicos vão “voltar ao início, com menos convidados”, e retomar “o som dos GNR, aquelas marcas da banda, nas baterias, nas guitarras”, com um “som mais limpo”. E ainda antes do lançamento oficial daquilo que será, nas palavras de Reininho, “um álbum cheio de mistérios”, a banda atuará, nos dias 7, 20 e 21 de fevereiro, em Vinhais, Tomar e Portalegre, respetivamente.

Depois de mais de três décadas ‘a todo o gás’, o grupo pretende, agora, “desligar a maior parte das tomadas: o baixo elétrico cede lugar ao baixo acústico, a guitarra elétrica passa a cordas e os teclados rendem-se ao piano”. O próprio vocalista “será mais acústico, entenda-se, menos elétrico” porque, tal como avisam, “este é um momento de afetos”.

gnr2Da garagem para os palcos lusos

Ainda antes de conquistarem fãs em todo o país, os GNR ensaiavam, em 1980, numa pequena garagem em Francos, na Rua Airosa. Em março de 1981 editaram o primeiro trabalho discográfico – o single “Portugal na CEE” – que vendeu mais de 15 mil exemplares. Sete meses depois surgiu um novo registo, “Sê um GNR”, ainda com Alexandre Soares na voz. No mesmo ano, Rui Reininho entrou para a formação como vocalista, transformando-se num dos elementos mais carismáticos da banda, cujas canções são o espelho de uma geração. “Dunas”, “Efetivamente”, “Bellevue”, “Pós-Modernos”, “Vídeo Maria”, “Pronúncia do Norte”, “Ana Lee” e “Morte ao Sol” são alguns dos temas eternizados pelos fãs do Grupo Novo Rock.

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