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GNR lança campanha contra a violência no namoro

GNR lança campanha contra a violência no namoro

“#NãoTeCales – Não à violência no namoro”, assim se intitula a mais recente campanha de prevenção e sensibilização que está a ser promovida pela Guarda Nacional Republicana (GNR). Com esta ação, a decorrer até à próxima sexta-feira, 17 de fevereiro, pretende-se “combater comportamentos violentos e todas as formas de agressão existentes, em especial no namoro entre jovens”.

Dirigida a todos os jovens, para que denunciem e não aceitem qualquer tipo de violência psicológica, emocional, física, social ou sexual, a campanha visa “alterar comportamentos e evitar que a violência se prolongue no futuro”.

“É importante alertar os jovens para a importância das relações saudáveis, baseadas em princípios e valores tais como a autoestima, o respeito e a tolerância, que são pilares das relações de namoro, promovendo uma cultura anti-violência através de uma maior consciencialização”, realça a GNR, em comunicado.

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Segundo acrescenta a prevenção, a investigação e o acompanhamento do crime de violência doméstica constitui-se como uma absoluta prioridade para a Guarda Nacional Republicana, pelo que tem vindo a “reforçar as suas campanhas de sensibilização” e a “a apostar em ações de formação ao seu efetivo” nesse sentido.

Durante o ano de 2022, “na área de responsabilidade da GNR, foram registados 1421 crimes de violência no namoro em todas as faixas etárias”, sendo que desses 244 vítimas encontravam-se na faixa etária até aos 24 anos. Já em 2021 foram registados “1105 crimes de violência no namoro, em todas as faixas etárias, registando-se 332 vítimas com idade até aos 24 anos”.

“A violência no namoro enquadra-se na violência psicológica e emocional, na violência física e social, e na violência sexual. O impacto deste tipo de violência em idades precoces pode ser a aceitação desta violência no futuro, comprometendo as vítimas envolvidas, as suas famílias e a sociedade no seu conjunto”, afirma, destacando que a “violência não é uma opção” e que “denunciar é uma responsabilidade coletiva”.

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