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Gastronomia Solar

Gastronomia Solar

O “Sol em Sol”  – um restaurante móvel e sazonal que se baseia no conceito da cozinha solar, que funciona com energia pura, através do calor da luz do sol – funciona ao ar livre através de uma estrutura amovível, que se desloca por vários pontos da cidade. “Este ano já estivemos no Parque da Cidade, no Porto, entre maio e julho, sendo que atualmente, e desde início de julho, permanecemos na Ribeira de Gaia, junto ao cais”, refere Jonas Leitão, proprietário do espaço. A ideia do negócio surgiu no seu regresso a Portugal, em janeiro de 2012, depois de ter estado fora do país durante algum tempo, tendo sido amadurecida e viabilizada sob o conceito de inovação. “Eu e o chef Zé Pedro Moreno estudamos bem esta possibilidade e, depois de algumas experiências, decidimos que o fogão solar apresentava boas potencialidades para esta forma de rest_solar2gastronomia”, explicou o responsável. “Para além do «Sol em Sol», só existem mais três restaurantes com estas características no mundo, no México, Finlândia e Peru”, sublinhou. Este é um conceito que, devido à dependência do bom tempo, só pode funcionar, em Portugal, entre maio e setembro. Nos dias em “que o sol não coopere”, torna-se necessário adiar a atividade para o dia seguinte, como é o caso desta sexta-feira, dia 24 de agosto.

Tradição e contemporaneidade

Devido ao condicionamento à intensidade do sol, o chef  Zé Pedro Moreno, outro dos promotores do projeto, tem de improvisar, de forma constante, as suas receitas. Para que saiba, por lá pode encontrar novidades diárias, entre as infinitas sugestões que leva à mesa dos seus clientes: apetitosos e frescos carpaccios, entre uma grande variedade de entradas e saladas, deliciosos bolos, como o de chocolate, tartes e mousses que compõem o leque de sobremesas e uma infinidade de pratos, com toques muito próprios, como o tradicional bacalhau com broa, o borrego com açorda de alho e hortelã, os tentáculos de pota em versão Lagareiro com tomate concassé, a trouxa de alheira e o rolo de carne com puré de ervas, bem como o lombelo envolto em bacon em cama de puré de coentros. Os ingredientes para a confeção dos pratos são escolhidos pela sua qualidade e frescura, valorizando os produtos locais, destacando-se, ainda, a utilização de alguns produtos biológicos. rest_solar3“O objetivo é o de oferecer uma gastronomia variada, cuja confeção assente na sustentabilidade do meio ambiente, numa forma de cozinhar não agressiva e sem emissões para a atmosfera”, garante Jonas Leitão, apesar dos produtos biológicos não fazerem parte da totalidade dos ingredientes utilizados. “Se optássemos por uma cozinha 100% biológica, teríamos de praticar preços mais altos”, explicou.
Para além da sustentabilidade, este conceito pretende uma maior consciencialização sobre uma alimentação mais saudável e equilibrada, também em termos energéticos, através de um plano denominado “Plano Restauração mais verde”, em que se compromete a assumir compromissos fundamentais neste campo. Assim, fatores como a utilização de energia solar pura, redução no consumo da água utilizada, reciclagem dos materiais utilizados e dos óleos alimentares, utilização de produtos ecológicos, bem como de produtos alimentares orgânicos, alimentos frescos e produtos locais, a par de uma sensibilização para o necessidade crescente de acesso a uma alimentação saudável, são os principais valores a ter em conta.

Itinerância condicionada

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Depois de ter passado cerca de dois meses no parque da Cidade, onde contou com uma enorme adesão por parte do público, o «Sol em Sol» encontra-se, agora, na Ribeira de Gaia, junto ao cais, mais especificamente no largo de Aljubarrota. “A ideia inicial era a de passar, entre maio e setembro, cerca de um mês em diferentes locais da cidade do Porto, o que não foi possível devido a condicionantes burocráticas. “Esta é uma estrutura itinerante e, como tal, é necessária a obtenção de licenças para utilização da via pública”, refere o proprietário, lamentando a falta de celeridade por parte das autoridades responsáveis. A demora nas respostas às autorizações solicitadas, impediram uma maior mobilidaderest_solar6 da estrutura, o que, “para o ano”, será diferente. “Este ano funcionou como uma espécie de experiência e, no ano que vem, já conscientes das dificuldades, iremos acautelar toda a parte que envolva burocracia, de forma a conseguirmos, mais rapidamente, assegurar uma maior mobilidade do «Sol em Sol», garante. Até ao final do mês pode, no entanto, contar com a presença da estrutura na Ribeira de Gaia, sendo que seja certa, já em setembro, a sua transferência para a Foz do Douro ou, possivelmente, um retorno ao Parque da Cidade.

«Sol em Sol»
Até 31 de agosto no Largo de Aljubarrota, Ribeira de Vila Nova de Gaia

Horário de funcionamento:
Todos os dias entre as 12h30 e as 15h00;
Sexta-feira a domingo: das 12h30 às 15h00 para refeições e das 15h30 às 19h00 para petiscos

Marta Almeida Carvalho
Fotos: Sol em Sol

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