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Galeria Municipal do Porto apresenta programa “ping!”

Galeria Municipal do Porto apresenta programa

Workshops, debates, percursos, visitas, percursos interpretativos e sessões de cinema. Estas são as iniciativas que a Galeria Municipal do Porto levará a cabo, nos próximos meses, no âmbito do seu novo projeto educativo, intitulado Programa de Incursão à Galeria – ping!.

Criar e manter uma relação de proximidade com o público – escolar e não escolar – através da mediação artística e partilha direta de ideias e conhecimento. Este é o objetivo do ping!, projeto que irá apresentar iniciativas de acesso gratuito nos espaços expositivos da Galeria Municipal do Porto (GMP), no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett e nos Jardins do Palácio de Cristal, estendendo-se também à sala de aula ou a outros lugares de aprendizagem não convencionais. 

Em 2021, o ping! apresenta três eixos temáticos alicerçados na Botânica dos Jardins do Palácio, na Primeira Exposição Colonial Portuguesa e, ainda, na envolvente urbana da GMP.

O primeiro, denominado “Gineceu & Estigma”, com epicentro nos Jardins do Palácio de Cristal, tem como objetivo “dar a conhecer novas perspetivas sobre o universo da Botânica, recorrendo à criação artística e à investigação em questões de género, política e natureza”, explica a GMP, na sua página de internet. Engloba conferências, workshops e percursos interpretativos da botânica do jardim, e articula‑se através de dois temas: “Ecopensamento”, que irá promover o debate sobre novas possibilidades de interdependência entre os domínios natural, social e político; e “Especulações Botânicas”, que abordará as questões que têm sido levantadas por artistas sobre a ciência que se dedica ao estudo das plantas.

O segundo eixo, “Um Elefante no Palácio de Cristal”, parte de um convite da Galeria Municipal do Porto a três curadores – Alexandra Balona, Melissa Rodrigues e Nuno Coelho – e ao coletivo artístico InterStruct Collective para o desenvolvimento de um programa público sobre a Primeira Exposição Colonial Portuguesa, que se realizou em 1934 nos Jardins do Palácio de Cristal e que teve como mascote o elefante, “à época materializado tanto em souvenirs de porcelana como numa majestosa escultura no cimo do Palácio”. Este eixo programático propõe revisitar o acontecimento e expor as suas implicações na contemporaneidade através de três subtemas: “Ética do Olhar e da Representação”, “Colonialismo, Capitalismo e Religião” e “Encenação do Império Colonial”. Cada subtema terá um programa de sessões para o público geral e para as escolas, que inclui debates, exibição de filmes, workshops e percursos orientados por investigadores e artistas.

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Por último, o programa “Exodus” pretende fazer um reconhecimento do tecido artístico local através de visitas guiadas a galerias, espaços de exposição e estúdios de artistas na cidade do Porto, conduzidas por artistas, investigadores e curadores como Vera Carmo, Maura Marvão ou Fátima Lambert.

O ping! propõe ainda duas iniciativas transversais, desenhadas especificamente para a comunidade escolar: as “Visitas-Pavão”, dirigidas a alunos desde o ensino pré-escolar até ao 3.º ciclo, que irá promover novas possibilidades de interação com a paisagem, a arte e os artistas; e os “Embaixadores ping!”, pensado para integrar jovens adultos a frequentar o ensino secundário ou superior, de forma a construir uma plataforma de encontro e reflexão sobre a contemporaneidade.

A primeira sessão do ping! está marcada para o dia 29 de abril, às 19h, no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, com uma conferência de Michael Marder e moderação de Mariana Pestana. “Que tipo de crianças somos nós? Um caso para o cultivo vegetal da humanidade” é o título da sessão.

Consulte aqui o programa de todas as atividades do ping!.

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