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Festival Dias da Dança marca presença no Porto, Gaia e Matosinhos

Festival Dias da Dança marca presença no Porto, Gaia e Matosinhos

As cidades do Porto, Gaia e Matosinhos voltam a receber, entre 19 de abril e 01 de maio, o Festival Dias da Dança (DDD).

Esta é a sexta edição e reveste-se de um “lado muito simbólico”, após o cancelamento da de 2020 e de o festival, em 2021, se ter adaptado a um formato entre o “online” e o presencial com restrições, 2022 marca o “reencontro com os parceiros, os públicos, os artistas” e o regresso “à vida que o DDD tinha”, afirmou o diretor artístico do DDD, Tiago Guedes, na apresentação pública da programação, no Teatro Rivoli no passado mês de março.

“O festival tem menos espetáculos este ano, propositadamente, para se poder fazer um trabalho mais em profundidade com os artistas, mais alongado no tempo, com uma relação mais forte também com os artistas que apresentam os seus espetáculos e a área formativa também”, explicou o responsável.

São 18 espetáculos em sala, que se desdobram em mais de 40 récitas, dos quais se destaca a colaboração da coreógrafa Clara Andermatt com o músico João Lucas, em “Pantera” (que abre, esta terça-feira, o evento no Rivoli), que conta com a participação da cantora Mayra Andrade.

Confirmada está também a presença de Né Barros com “Neve — Paisagens, Máquinas, Animais”, a segunda parte de uma trilogia que começou com “IO”, e a estreia de “Playground”, um espetáculo para todas as idades de Catarina Campos e Melissa Sousa, e de “Darktraces: on ghosts and spectral dances”, de Joana Castro.

Nas produções internacionais, Tiago Guedes realçou “Soulévement”, de Tatiana Julien, que traz “um misto de espetáculo, concerto ao vivo, desfile de moda e combate de boxe”, e “Anda, Diana”, de Diana Niepce, uma bailarina tetraplégica que mostra um “corpo fora da norma” que se posiciona “como revolucionário”.

Boris Charmatz regressa, desta vez a solo em “Somnole”, um espetáculo todo feito em assobio, que “pode ser uma das últimas peças que fará, antes de ir dirigir a companhia Pina Bausch”, lembrou o diretor artístico.

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Além dos 18 espetáculos em sala, que se desdobram em récitas e, em alguns casos, chegam aos municípios de Viana do Castelo, Leiria, Coimbra e Mértola, através da vertente DDD Links, há também oito espetáculos em espaços públicos, no âmbito do DDD Out Corpo + Cidade.

Este ano há um foco em artistas brasileiros, como Bruno Beltrão ou Gustavo Ciríaco, que tem continuidade na parceria com o festival brasileiro Panorama, através do Panorama RAFT, que criou dez obras para o “online”, três das quais poderão ser vistas no DDD.

Novidade também é a programação musical, com o “Samba de Guerrilha”, do brasileiro Luca Argel, num espetáculo que conta com a participação de Nádia Yracema e António Jorge Gonçalves, no Coliseu do Porto.

Este ano o Festival promove pelo DDD Campus, oficinas, aulas ou residências artísticas.

São 13 dias de festa, espalhados pelo Teatro Rivoli, Teatro Campo Alegre, Teatro Nacional São João, Teatro Carlos Alberto, pelo Museu de Serralves, o Coliseu do Porto, o Palácio do Bolhão e o espaço Rampa, todos no Porto, mas também o Teatro Municipal Constantino Nery, em Matosinhos, e o Auditório Municipal de Gaia.

Todos os detalhes da sexta edição do Dias da Dança podem ser consultados na página do festival.

Fotografia: © Rita Carmo – facebook

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