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Feira do Livro dá vida ao Porto

Feira do Livro dá vida ao Porto

Chegam de todas as partes do país. A maior parte avisada pela publicidade e pelos vários órgãos de comunicação social, enquanto os mais distraídos se cruzam com o certame por mero acaso. Mas, a verdade é que ninguém dispensa uma visita ao maior festival literário da cidade do Porto.

A Feira do Livro instalou-se nos Jardins do Palácio de Cristal na última sexta-feira de agosto e, desde então, tem recebido a visita de inúmeros curiosos. É o caso de Francisca Vasconcelos, estudante, que se deslocou ao espaço, acompanhada por um grupo de amigos, apenas para “ver, conhecer os expositores presentes e as novidades da edição de 2021”.

À semelhança do último ano, o evento volta a ser marcado pela pandemia de covid-19, o que implica medidas de controlo sanitário adicionais, nomeadamente a higiene regular das mãos. E essa é, desde logo, aliás, uma das “primeiras coisas” que salta à vista mal os visitantes se aproximam da Feira do Livro: é que ninguém entra no recinto sem que, primeiro, proceda à desinfeção das mãos, num gesto devidamente supervisionado por colaboradores do município do Porto, que muito tem agradado aos milhares de cidadãos que já passaram pela Feira do Livro. “Acho que é uma medida extremamente importante no atual contexto que vivemos e que nos faz sentir particularmente seguros. Há vários dispensadores de álcool-gel espalhados por todo o recinto e mensagens que nos relembram a importância de utilizarmos máscara e de mantermos o distanciamento físico. Por isso, penso que não há razões para não visitar”, salientou, por sua vez, Hugo Barros.

Sara Rocha é outro dos rostos com quem a VIVA! se cruzou no evento. Natural do Porto, deslocou-se ao certame acompanhada pelos dois filhos e pelo marido, porque considera que é “desde pequenino” que se devem incutir “hábitos de leitura nas crianças”. Depois de uma primeira visita, realizada no fim de semana de abertura da feira, regressou, esta semana, para comprar alguns livros para ler ao mais novo elemento da família, o pequeno Tomás, com apenas onze meses. Na mala ainda não seguia nenhuma publicação, mas apenas porque, como indicou, havia chegado há pouco tempo e gosta de ver “toda a oferta disponível com calma”.

Com um total de 78 entidades participantes, distribuídas por 124 pavilhões, a Feira do Livro do Porto faz-se de todas e para todas as idades. No espaço, veem-se avós a passear com os netos, pais a contar histórias aos filhos e jovens, entre amigos e conhecidos, a absorver toda a energia resultante de tão mágico evento. “Sempre que posso gosto de visitar a Feira do Livro. A maior parte das vezes trago já uma lista dos que quero comprar, quase sempre de escritores nacionais”, avançou Ana Rita Carvalho, residente em Vila Nova de Famalicão, que aproveitou o dia de folga para uma visita “rápida”. Este ano, a lista da jovem faz-se de nomes como José Saramago, Afonso Reis Cabral, Agustina Bessa Luís e Miguel Sousa Tavares…

“É o evento mais especial do Porto. Aquele que aguardo o ano inteiro para visitar. Sinto que saio sempre daqui mais rico”, destacou um senhor, na casa dos 40 anos, à mesa do “food corner”, enquanto os restantes colegas elogiavam o “rigoroso plano de contingência” implementado. A Câmara Municipal do Porto, que, desde 2014, está responsável pela organização do certame não fez por menos, tudo para “prevenir e mitigar todos os riscos associados à propagação do vírus covid-19”.

Além do uso obrigatório de máscara ou viseira, o pedido expresso para “respeitar o distanciamento físico” recomendado de dois metros, a constante higienização das mãos, especialmente antes e após a interação comercial e a preferência por pagamento eletrónico, o município restringiu também o recinto a um total de mil pessoas em simultâneo.

Este ano, a Feira do Livro do Porto evoca o escritor Júlio Dinis, que faleceu em setembro de 1871, precisamente há 150 anos, a partir do mote Herborizar.

A festa literária pode ser visitada até ao próximo domingo, 12 de setembro. À quarta-feira o horário de funcionamento termina às 21h00 e à quinta e sexta-feira, às 23h00, iniciando ao 12h30. Por sua vez, ao fim de semana, sábado e domingo, os interessados terão oportunidade de visitar o recinto, respetivamente, entre as 11h00 e as 23h00 e as 11h00 e as 21h00.

Além de terem oportunidade de descobrir livros dos melhores autores nacionais e internacionais, os visitantes podem ainda deliciar-se com promoções bastante apetecíveis, nomeadamente com os destaques dos “Livros do Dia”. Mas a Feira do Livro faz-se de muito mais, nomeadamente de conversas, oficinas, concertos, cinema, exposições, rádio e muita animação.

Fique a par da programação completa em feiradolivro.porto.pt e deixe-se envolver pela magia do certame.

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