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FCPorto despede-se de mais uma competição

O Benfica assegurou, domingo, a presença na final da Taça da Liga de futebol, que irá disputar com o Rio Ave, ao vencer na visita ao FC Porto. Apesar de jogar com 10 elementos, a equipa de Lisboa foi mais feliz e Jackson Martinez perdulário. O “nulo” de 0-0 no tempo regulamentar foi ditado pelas grandes penalidades (4-3).

A equipa treinada por Luís Castro jogou durante uma hora de jogo com mais um jogador, mas isso pouco valeu ao FC Porto, uma vez que o seu melhor momento na partida foi precisamente na primeira meia hora de jogo, em que as equipas jogaram 11 contra 11. Foi nesse período que os “dragões” conseguiram criar várias oportunidades, falhando no entanto sempre no mesmo capítulo: a finalização.
Varela foi titular desde o início. Foi a grande surpresa do lado do FC Porto, já que tinha passado parte da semana condicionado fisicamente. Os habituais titulares compuseram a equipa “azul e branca”. Do lado do Benfica, Jorge Jesus apresentou um “onze” com várias novidades, com destaques para  Steven Vitoria, Sulejmani e Ivan Cavaleiro.
O Benfica entrou melhor em campo, pressionado os “dragões” e dando indicações de que a equipa comandada por Jorge Jesus estava no Estádio do Dragão para disputar a eliminatória desde os primeiros minutos. Mas o FC Porto inverteu rapidamente a sua entrada menos conseguida. A primeira grande oportunidade do jogo surgiu aos 10 minutos, numa recuperação de bola de Varela, que depois serviu Herrera. Este fintou um defesa benfiquista, para depois endereçar a bola para Jackson Martínez, mas o colombiano cabeceou por cima da baliza. Cinco minutos mais tarde, novamente Herrera a perceber uma desmarcação de Varela, mas o extremo português não acertou na baliza do Benfica com o seu remate.
Aos 15 minutos, uma recuperação de bola de Herrera permitiu ao mexicano comandar um contra-ataque “portista” pelo lado esquerdo do ataque da equipa da casa. Junto à linha final, o mexicano assistiu Jackson que, a apenas três metros da baliza de Oblak, fez o mais difícil: rematou por cima. Sempre dominante na partida, o FC Porto voltou a criar perigo por intermédio de Varela, com o português a vislumbrar uma desmarcação de Jackson. O colombiano não soube fazer passar a bola por Oblak.
No minuto seguinte, pela esquerda outra vez, Herrera assistiu Defour, que, no centro da grande área, teve tempo para controlar a bola e dar uma volta de 180 graus, mas o remate do belga saiu torto.
À meia hora de jogo, quando Jackson se preparava para ficar isolado na cara de Oblak, sofreu falta de Steven Vitória, que o varreu por trás. O árbitro Marco Ferreira entendeu que o jogador do FC Porto se isolaria na frente do guarda-redes adversário se não fosse a ação faltosa do benfiquista e não teve dúvidas em expulsar o central. Quaresma cobrou o livre, disparando por cima.
Para equilibrar a equipa, Jesus retirou de jogo Lima e acrescentou à defesa Garay. Apesar de estar em vantagem numérica, o FC Porto abrandou o seu ritmo de jogo e, a cinco minutos do intervalo, Jackson ficou isolado na área dos “encarnados”, após um passe de Varela, mas, na cara de de Oblak, falhou novamente a finalização.
Aos 10 minutos do segundo tempo, Luís Castro trocou Defour por Quintero, numa tentativa de dar mais criatividade ao ataque “portista”, que estava a encontrar uma formação “benfiquista” bem posicionada no campo defensivamente.
No minuto seguinte, Quaresma recuperou uma bola no meio campo do Benfica e ainda assistiu Varela, mas este rematou à figura de Oblak. Aos 70 minutos, e com a qualidade do jogo a cair, Ghilas entrou para ao lugar de Ricardo Quaresma. Até ao apito final, só existiu mais um lance digno de registo. Aos 80 minutos, Herrera rematou com perigo mas ao lado, num dos poucos lances bem pensados do FC Porto na segunda parte do jogo.
Depois, o jogo encaminhou-se para os penáltis, onde o Benfica foi superior ao FC Porto, por 4-3. Na derradeira marcação dos 11 metros, Fernando rematou ao poste da baliza defendida por Oblak, Jackson falhou, mais uma vez, o golo e Maicon mostrou estar com a pontaria desafinada.

No desempate pela marcação de grandes penalidades:
0-1, Siqueira.
1-1, Quintero.
1-1, Garay (à barra).
1-1, Jackson Martinez (por cima).
1-2, Jardel.
2-2, Ghilas.
2-2, André Gomes (defesa de Fabiano).
2-2, Maicon (defesa de Oblak).
2-3, Enzo Perez.
3-3, Varela.
3-4, Ivan Cavaleiro.
3-4, Fernando (ao poste).

Equipas:
– FC Porto; Fabiano, Danilo (Ricardo, 79), Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour (Quintero, 55), Herrera, Quaresma (Ghilas, 71), Varela e Jackson Martínez.
(Suplentes: Kadú, Josué, Quintero, Ghilas, Reyes, Carlos Eduardo e Ricardo).
Treinador: Luís Castro.

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– Benfica: Oblak, André Almeida, Jardel, Steven Vitória, Siqueira, Rúben Amorim (Enzo Perez, 77), André Gomes, Ivan Cavaleiro, Sulejmani, Lima (Garay, 36) e Cardozo (Markovic, 63).
(Suplentes: Paulo Lopes, Funes Mori, Duricic, Maxi Pereira, Garay, Enzo Perez e Markovic).
Treinador: Jorge Jesus.

Árbitro: Marco Ferreira (Madeira).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para André Almeida (81) e Danilo (78). Cartão vermelho direto para Steven Vitória (31).

Assistência: 26.109 espetadores.

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