Sabor do Mês Setembro (talho) - PD

Serralves

Serralves

EXPOSIÇÃO JOAN MIRÓ: SIGNOS E FIGURAÇÃO
Até 2 de outubro

O núcleo de obras de Joan Miró, propriedade da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, cedida ao Município do Porto e depositada na Fundação de Serralves, é composta por 85 obras e engloba pinturas, esculturas, colagens, desenhos e tapeçarias do famoso mestre catalão. A Coleção abrange seis décadas de trabalho de Joan Miró, de 1924 até 1981, constituindo assim uma excelente introdução à sua obra e às suas principais preocupações artísticas. A exposição acontece na sequência da conclusão das obras do projeto de recuperação e adaptação da Casa de Serralves, assinado pelo Arquiteto Álvaro Siza, que contou com o apoio da Câmara Municipal do Porto, nos termos do protocolo que define as condições de depósito da Coleção Miró em Serralves.

DAVID DOUARD 0’TĮ’ LULLABIES
Até 6 de novembro

David Douard (n. 1983, Perpignan, França) é sem dúvida uma das mais intrigantes revelações artísticas dos últimos anos. Conhecido pelas suas assemblages escultóricas e instalações em diversos meios, Douard explora um vasto leque de referências no seu trabalho – da poesia à história da ciência, da tecnologia ao animismo e cultura lowtech à cultura mainstream — para criar narrativas alegóricas cujas manifestações ocorrem entre mundos que normalmente consideramos mutuamente herméticos. O’Ti’Lulabies, a primeira exposição individual do artista em Portugal, reúne e apresenta o vocabulário completo de David Douard. Aludindo a um tipo de melodia para crianças insones, simultaneamente esconde e revela, uma narrativa contagiosa, cujas características orgânicas e anárquicas foram meticulosamente compostas pelo artista. 

SERRALVES EM LUZ
Até 31 de outubro

Serralves em Luz regressa para uma segunda edição e transforma todo Parque de Serralves numa impactante exposição de luz, proporcionando a fruição noturna deste magnífico espaço através de uma experiência surpreendente.

Ao longo de um percurso de 3 km, vinte e cinco instalações de luz, com recurso a múltiplas fontes, tecnologias de baixo consumo e até elementos vegetais recuperados no próprio Parque, proporcionam uma experiência sensorial mágica, num ambiente imersivo que dá a conhecer novas perspetivas deste notável espaço e convida à descoberta do seu património natural e arquitetónico.

A ARTE DOS COGUMELOS
Até 31 de dezembro

A Arte dos Cogumelos procura demonstrar como podem arte e ciência, natureza e humanidade coexistir numa inspiradora simbiose. Na sua conferência de 2014 “Deep in Admiration”, Ursula K. Le Guin sugeriu que a arte, a poesia e a cultura visual poderiam ajudar a repensar a maneira como vemos a natureza. E escreveu: “Uma forma de deixarmos de ver as árvores, os rios ou os montes como ‘recursos naturais’ é classificando-os como seres parceiros — como nossos semelhantes.” A investigação genética revelou que os cogumelos não são nem plantas nem animais, antes constituindo um reino natural à parte. Na verdade, os fungos partilham com os seres humanos um único antepassado celular. O nosso interesse pelos fungos demonstra o empenho com que a humanidade está à procura de formas alternativas de viver em harmonia. Para muitos artistas, os cogumelos representam a utopia. Os trabalhos patentes na exposição abordam 3 diferentes temáticas que procuram conectar a arte e a ciência.

AGNÈS VARDA: LUZ E SOMBRA
Até 22 de janeiro

Agnès Varda (1928-2019) afirma ter tido três vidas: primeiro como fotógrafa, depois como cineasta e, finalmente, como artista plástica. Passando por cada uma dessas três modalidades, esta exposição testemunha o modo como a sua produção artística se desenvolveu em diálogo com a sua obra cinematográfica, sendo também representativa do modo como a realizadora se foi reinventando.

O contraste entre luz e sombra é, nesta exposição, o ponto de partida para revisitar polaridades constitutivas do trabalho da artista, como a tensão entre material e imaterial, entre real e imaginário, ou a desproporção entre motivos e formas que, muitas vezes, se traduz numa inversão de escalas entre a monumentalização do insignificante e a dessacralização do que se presta à reverência. As duas instalações aqui presentes, Une cabane de cinéma: la serre du bonheur (Uma cabana de cinema: a estufa da felicidade, 2018) e Patatutopia (2003) dispõem-se a um idêntico confronto: a falsa vivacidade dos girassóis e a deterioração das batatas, a imagem estereotipada da felicidade e a representação alegórica da velhice.

MARIA ANTÓNIA LEITE SIZA, 50 ANOS DEPOIS
Até fevereiro de 2023

50 Anos Depois é uma exposição dedicada à artista portuguesa Maria Antónia Marinho Leite Siza Vieira, celebrando o aniversário da sua vida e obra a partir de 100 peças, doadas pelo arquiteto Álvaro Siza em Abril de 2022, bem como de um conjunto de pinturas, gravuras, desenhos, cartas e bordados, com curadoria do arquiteto António Choupina.

RUI CHAFES | CHEGAR SEM PARTIR
Até 26 de fevereiro

Rui Chafes (Lisboa, 1966) e o Museu de Serralves apresentam Chegar sem partir, uma grande exposição que se estende do interior do edifício aos jardins exteriores do museu, que servem como
inspiração e cenário para uma reflexão sobre a diversidade da sua prática escultórica. Com curadoria de Philippe Vergne e Inês Grosso e planeada em estreito diálogo com o artista, esta mostra cobre mais de três décadas de atividade e convida-nos a revisitar momentos marcantes do percurso de um dos
mais relevantes escultores da atualidade.

Museu de Serralves
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto
Telf: 226 156 500
www.serralves.pt

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