Bairro Feliz

Exposições de Serralves

Exposições de Serralves
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AI WEIWEI: ENTRELAÇAR
até 09 JUL 2022

Ai Weiwei (Pequim, 1957) é um artista, pensador e ativista, cuja prática artística aborda questões prementes do nosso tempo. É uma das figuras culturais mais destacadas da sua geração e um símbolo da liberdade de expressão, tanto na China como internacionalmente. Em Serralves, Ai Weiwei apresenta um corpo de trabalho que reflete a sua preocupação com as questões ambientais e, mais especificamente, com a desflorestação da Mata Atlântica brasileira. As esculturas de Ai representam o que resta desses gigantes outrora verdejantes e são a expressão das atuais consequências da gananciosa devastação do meio ambiente natural.

Ao contemplar estas raízes, entendemos o valor das florestas — pulmões da Terra — que fornecem o oxigénio de que necessitamos para respirar. Preservar estes recursos em rápido desaparecimento é uma questão fundamental para o futuro dos seres humanos. No Parque de Serralves será apresentado pela primeiríssima vez Pequi Tree [Pequi vinagreiro], uma árvore de ferro fundido de 32 metros de altura. Moldado no Brasil, produzido na China e agora instalado no Parque de Serralves, este trabalho testemunha a desaparição da coexistência harmoniosa entre natureza e seres humanos, passando da madeira para o metal e de mortal a eterno, como elemento de prova e como monumento. Concebida para o Parque de Serralves e para a sala central do Museu, “Ai Weiwei: Entrelaçar” teve a curadoria de Philippe Vergne e Paula Fernandes, com o apoio do estúdio do artista, galeria Lisson e neugerriemschneider, Berlim.

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MARK BRADFORD
Até 19 JUN 2022

Mark Bradford (Los Angeles, 1961) é atualmente reconhecido como um dos nomes que melhor definiu a pintura das duas últimas décadas, concebendo a sua própria linguagem pictórica para falar de temas universais, como a distribuição do poder nas estruturas sociais e o seu impacto no indivíduo ou a relação entre arte e envolvimento comunitário. No seu trabalho, o elemento social é dado através da sua escolha de materiais. Recorrendo a materiais do quotidiano e a ferramentas que se encontram em lojas de ferragens, Bradford criou uma linguagem artística única. Frequentemente designado como “abstração social”, o seu trabalho baseia-se no entendimento de que todos os materiais e técnicas estão impregnados de um significado que antecede o seu aproveitamento artístico. O seu estilo próprio evoluiu a partir da experimentação com materiais para permanentes, os papéis pequenos e translúcidos usados em cabeleireiros, mas desde então alargou-se a outros tipos de papéis, incluindo mapas, outdoors, cartazes de cinema, livros de banda desenhada e anúncios comerciais de rua que publicitam serviços predatórios em bairros economicamente frágeis. Através desta abordagem rigorosamente física à presença material da pintura, Bradford tem tratado questões cruciais do nosso tempo, como a epidemia de SIDA; a representação deturpada e o medo da identidade queer e homossexual; o racismo sistémico nos Estados Unidos; e mais recentemente, a crise decorrente da Covid-19.

Centrada na produção artística de Bradford dos últimos três anos, para quem a mitologia da Antiguidade tem sido desde sempre uma fonte de inspiração, a exposição apresenta pela primeira vez uma nova série de pinturas, tapeçarias e trabalhos sobre papel baseados em A caça do Unicórnio, um conjunto de tapeçarias produzido nos Países Baixos por volta de 1500, e Cérbero, o cão de três cabeças que guarda a entrada para o Inferno e o mundo subterrâneo, sugerindo assim um paralelismo entre questões atuais e a Idade Média (o período em que a arte caiu refém da peste, o mais medieval de todos os perigos). Ágora pretende ser um espaço de reflexão e discussão da atualidade, partindo do trabalho de Bradford e recorrendo aos tempos medievais como metáfora para as tensões sociais e os conflitos contemporâneos.

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Joan Miró
Até 06 MAR 2022

O núcleo de obras de Joan Miró, propriedade da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, cedida ao Município do Porto e depositada na Fundação de Serralves, é composta por 85 obras e engloba pinturas, esculturas, colagens, desenhos e tapeçarias do famoso mestre catalão. A Coleção abrange seis décadas de trabalho de Joan Miró, de 1924 até 1981, constituindo assim uma excelente introdução à sua obra e às suas principais preocupações artísticas. A exposição acontece na sequência da conclusão das obras do projeto de recuperação e adaptação da Casa de Serralves, assinado pelo Arquiteto Álvaro Siza, que contou com o apoio da Câmara Municipal do Porto, nos termos do protocolo que define as condições de depósito da Coleção Miró em Serralves.

Esta exposição não segue um formato cronológico ou linear: as obras estão agregadas tematicamente, tentando dar uma visão holística do percurso do artista. As várias salas abordam diferentes aspetos da sua arte: o desenvolvimento de uma linguagem de signos; o encontro do artista com a pintura abstrata que se fazia na Europa e na América; o seu interesse pelo processo e pelo gesto expressivo; as suas complexas respostas ao drama social dos anos 1930; a inovadora abordagem da colagem; o impacto da estética do sudoeste asiático na sua prática do desenho; e, acima de tudo, a sua incessante curiosidade pela natureza dos materiais.

Museu de Serralves
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto
Telf: 226 156 500
www.serralves.pt

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