CM Matosinhos

Exposições de Serralves

Exposições de Serralves

Some Thames | Roni Horn
Até 29 agosto, Museu de Serralves

Roni Horn (Nova Iorque, 1955) é uma artista norte-americana que vive entre Nova Iorque e Reiquejavique, na Islândia. Desde muito jovem desenvolveu um profundo gosto pela literatura e pela filosofia, que antecedeu o seu interesse pelas artes visuais e que a levou a considerar a sua biblioteca um motor estruturante para si e para a sua obra. A prática do desenho é central e fundamental no trabalho de Horn, que também tem vindo a utilizar outros meios, como a escultura, a fotografia e os livros de artista. As viagens e a imersão na paisagem – sobretudo a da Islândia – são fundamentais na sua obra, que explora temas como o tempo meteorológico e a ecologia, a par com a memória, a identidade e a mutação. A representação do mundo exterior é usada como artifício ou metáfora para chegar a um espaço interior e mental.
Estas oito fotografias do rio Tamisa fazem parte do conjunto de 80 que Serralves apresentou na sua exposição individual em 2001 e que foram na altura adquiridas para a Coleção. Em “Some Thames” [Alguns Tamisas], Horn capta momentos do fluxo do rio Tamisa, obtendo um conjunto de imagens aparentemente abstratas e muito semelhantes entre si. Mas na verdade são imagens realistas e existem infinitas diferenças entre elas, ainda que impercetíveis a um olhar menos atento.

Transmission Tower: Sentinel | Dara Birnbaum
Até 29 agosto, Museu de Serralves

Dara Birnbaum (Nova Iorque, 1946) é uma artista norte-americana que se notabilizou desde os anos 1970 com os seus trabalhos em vídeo. Nessa época, a televisão exercia uma enorme influência na vida das pessoas, era a principal e mais influente fonte de informação na sociedade, hoje ampliada pela internet. Birnbaum analisa criticamente o universo televisivo, usando frequentemente as imagens difundidas por esse meio, interrompendo-as, repetindo-as e editando-as. A partir da década de 1990, começou a criar instalações vídeo de grande formato, constituídas por vários ecrãs de televisão.
Especialmente encomendada para a Documenta IX de Kassel, “Transmission Tower: Sentinel” [Torre de transmissão: Sentinela] analisa a influência da televisão na política norte-americana, neste caso a propósito da Primeira Guerra do Golfo, iniciada em 1991. Oito monitores vídeo, fixados em secções de uma torre de transmissão, formam uma linha que descreve o trajeto de uma bomba lançada de um avião de carga. Em cada monitor são transmitidas imagens de George Bush a discursar no Congresso Nacional Republicano, em 1988. Ao mesmo tempo, imagens do poeta Allen Ginsberg a ler o seu poema antimilitarista Hum Bom!, escrito por ocasião da Guerra do Vietname e reescrito para a Guerra do Golfo, numa Convenção Nacional de Estudantes de 1988, percorrem o totem de monitores.

Deslaçar Um Tormento – Louise Bourgeois
Até 19 setembro, Museu de Serralves

Esta grande exposição dedicada ao trabalho de Louise Bourgeois (Paris, 1911, Nova Iorque, 2010) cobre um arco temporal de sete décadas, dando a ver obras realizadas pela artista entre finais dos anos 1940 e 2010.
A vasta e singular obra de Louise Bourgeois lida com temas indelevelmente associados a vivências e acontecimentos traumáticos da sua infância – a família, a sexualidade, o corpo, a morte e o inconsciente – que a artista tratou e exorcizou através da sua prática artística.
A exposição é organizada pela Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea e o Glenstone Museum, Potomac, Maryland, EUA, em colaboração com The Easton Foundation, Nova Iorque, e coproduzida com o Voorlinden Museum & Gardens, Wassenaar, Países Baixos.

Obras da Coleção de Serralves | Jorge Molder
Até 3 outubro, Biblioteca de Serralves

Esta exposição, apresentada no mezanino da Biblioteca de Serralves, reúne uma seleção de obras de Jorge Molder (Lisboa, 1947) feita a partir de um conjunto mais vasto existente no acervo de Serralves.
São apresentadas fotografias das séries “T. V.” (1995), “La Reine vous salue” (2001), “Tangram” (2004/08), “Call for Papers” (2013) e ainda “Zizi” (2013). O trabalho de Molder é conhecido sobretudo pelas suas fotografias a preto e branco, em que o artista se autofotografa (apenas o rosto, corpo inteiro ou as mãos) vestindo habitualmente fato escuro e camisa branca, ideia que é contrariada pelas duas séries mais recentes.

Gonçalo Pena: Barber Shop
Até 10 de Outubro | Galeria Contemporânea

Barber Shop…, vulgo ‘Barbearia’ em português…, segue as investidas fictícias meta-metafóricas de um cidadão cuja ocupação é ser barbeiro na terra de bárbaros lusitanos. À semelhança de outros esteticistas, tal amanuense da tesoura e do pente nutre pelas belas-artes como pelos bons costumes a maior das considerações esforçando-se por nunca desfear nem maltratar um freguês. Como se sabe, uns há que são perpetuamente feios, outros que qualquer mise os faz belos, e outros que são sempre assim-assim. Claro está! nem todo o freguês fica bem na fotografia.

A exposição junta uma súmula dos recentes anos de desenhista do artista. São desenhos sobre as más e bem parecenças, externas e internas, da nossa humilde Lusitânia freguesia e vizinhança. Uns a lápis de cor, outros a grafite, também os há a tinta chinesa. Se o visitante se der ao trabalho, um ou outro desenho têm o que se leia, até porque o artista gosta de se comentar a si próprio e fá-lo com jeito e graça. Noutros, mal se reconhece o que ali está representado, é quase abstrata a estética da obra.

Espaço para o Corpo
Até 3 de outubro | Caves Ferreira, Vila Nova de Gaia

Espaço para o Corpo apresenta um conjunto de obras de artistas portuguesas e internacionais que problematizam o corpo enquanto agente criativo e percetivo, explorando a sua relação com o espaço e com o tempo, com o movimento e com a ausência, com a arquitetura e com a intimidade.

A exposição toma como ponto de partida a natureza particular dos espaços das Caves Ferreira enquanto experiência sensorial e centra-se no trabalho de mulheres artistas que contribuem para aprofundar uma reflexão em torno do espaço e do corpo e para contestar os seus limites, explorando, por um lado, os contornos formais, fenomenológicos e conceptuais desta temática, por outro, as suas implicações pessoais, sociais e políticas.

Esta iniciativa integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves que tem por objetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

Museu de Serralves
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto
Telf: 226 156 500
www.serralves.pt

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