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Exposições em Serralves

Exposições em Serralves

Pólipos Cnidários Reparados Pelo Olhar Do Observador | Hugo Canoilas
Até 21 fevereiro, Museu de Serralves

Especificamente concebida para a sua Galeria Contemporânea, a primeira exposição de Hugo Canoilas (Lisboa, 1977) no Museu de Serralves confirma e expande algumas das preocupações que melhor definem a prática deste artista: a especulação sobre as relações entre arte e realidade (eventos políticos e sociais), a interrogação sobre as características e limites da pintura, e a ênfase conferida ao trabalho colaborativo. Com formação em pintura, Canoilas tem vindo a examinar o lugar deste meio artístico, a forma como ele é percecionado quer por visitantes de museus quer por transeuntes (o artista é conhecido por intervenções no espaço público que nunca são anunciadas como obras de arte). No caso desta exposição em Serralves, Canoilas prescinde do lugar onde mais naturalmente esperamos ver pinturas – as paredes da galeria –, e decide intervir no chão, no rodapé e no teto da Galeria Contemporânea – espaços negligenciados por quase todas as exposições de pintura.

O Sol Não Se Mexe, Capítulo 35 | R. H. Quaytman
Até 21 fevereiro, Museu de Serralves

R. H. Quaytman emprega técnicas de reprodução mecânica e tradições da arte conceptual para criar séries fechadas de obras divididas em capítulos. As partes subsequentes são numeradas para marcar a passagem do tempo e o gradual completar da vida e do projeto artístico. A artista trata todas as exposições e pinturas apresentadas como um empreendimento criativo.
R. H. Quaytman aborda a pintura como se fosse poesia: ao ler um poema, repara-se em palavras específicas, apercebemo-nos de que cada palavra ganha uma ressonância. As pinturas de Quaytman, organizadas em capítulos estruturados como um livro, têm uma gramática, uma sintaxe e um vocabulário. Enquanto o trabalho é delimitado por uma estrutura rígida a nível material – surgem apenas em painéis chanfrados de contraplacado em oito tamanhos predeterminados resultantes da proporção áurea -, o conteúdo de final aberto cria permutações que resultam num arquivo sem fim. A prática de Quaytman envolve três modos estilísticos distintos: serigrafias baseadas em fotografias, padrões óticos, como moiré e tramas cintilantes, e pequenos trabalhos a óleo pintados à mão.
O trabalho de Quaytman, apresentado pela primeira vez em Portugal, aponta para as novas possibilidades da pintura de hoje. O que é uma pintura, um ícone? Quais são os meios da pintura numa cultura saturada pela estimulação visual, da fotografia à floresta digital dos signos? A pintura ainda é uma meio relevante para partilhar a nossa história?
A exposição é coorganizada pelo Muzeum Sztuki in Lódz, Polónia, e pela Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto.

“No History in a room filled with people with funny names 5” | Korakrit Arunanondchai & Alex Gvojic
Até 4 abril 2021, Museu de Serralves

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu; e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia).
“No history in a room filled with people with funny names 5” (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos.
“No history in a room filled with people with funny names 5” envolve o espectador num ambiente noturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. “No history in a room filled with people with funny names 5” congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais – como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico – e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018.

“Manoel de Oliveira Fotógrafo”
Até 18 abril, Casa do Cinema Manoel de Oliveira | Serralves

A exposição “Manoel de Oliveira Fotógrafo” desvenda uma faceta desconhecida do consagrado realizador e abre “novas perspetivas sobre a evolução da sua obra.
A mostra reúne mais de 100 fotografias inéditas, produzidas entre finais de 1930 e meados dos anos 1950, que estavam guardadas no arquivo pessoal do encenador, integralmente depositado em Serralves.
Com curadoria de António Preto, diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira, este espólio revela a passagem do realizador pela “imagem estática”, “etapa determinante do seu percurso como cineasta”, descreve a Fundação de Serralves, no seu site. “Em diálogo tanto com o pictorialismo como com o construtivismo e com as experiências da Bauhaus, as suas fotografias estão a meio caminho entre a exploração dos valores clássicos da composição e o espírito modernista que animou toda a primeira fase da sua produção cinematográfica”.
Recordando que “a fotografia é para o realizador um instrumento de pesquisa formal e de experimentação”, a fundação sublinha que as imagens que serão reveladas nesta exposição “acrescentam, certamente, um novo capítulo à história da fotografia portuguesa dos anos 1940”.
Além disso, estas constituem, também, um precioso instrumento para enquadrar o modo como Manoel de Oliveira passa a assegurar, durante um período de dez anos, a direção de fotografia dos seus próprios filmes, bem como para contextualizar, numa perspetiva mais ampla, o rigor de composição que, de uma maneira geral, caraterizam todos os seus filmes.
A exposição “Manoel de Oliveira Fotógrafo” será acompanhada por um catálogo, um ciclo de cinema e um programa de conferências.

Museu de Serralves
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto
Telf: 226 156 500
www.serralves.pt

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