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“Eu Voto!”

“Eu Voto!”
Aplicação ajuda portugueses a decidir em quem votar

“E se alguém decidisse tudo por ti? Deixavas?”. As questões, lançadas em jeito de provocação, visam agitar consciências e combater o fenómeno da abstenção eleitoral, ainda muito expressivo na sociedade portuguesa. A startup portuguesa Digitemotions, de Aljustrel, no Alentejo, decidiu colocar mãos à obra e encarar o desafio, lançando uma aplicação gratuita que, através de uma espécie de jogo de telemóvel, ajuda os indecisos a perceberem as várias medidas apresentadas pelos partidos que concorrem às eleições legislativas de 4 de outubro. A app “Eu Voto!”, para já disponível apenas para o sistema Android, já ultrapassou os 1200 utilizadores, tendo suscitado especial curiosidade dos cidadãos nestes últimos dias.

voto3“Está nas tuas mãos!” é o mote do projeto

O funcionamento, esse, é simples: em tudo semelhante a um jogo, mas com temas sérios. O utilizador é confrontado com as ideias dos diferentes partidos (lançadas de uma forma anónima, para que a resposta seja dada de modo absolutamente imparcial) e tem a possibilidade de escolher uma de três opções: “concordo”, “discordo” ou “não sei”. No final do ‘quiz’, a app indica, mediante as opções feitas anteriormente, qual a melhor decisão a tomar no próximo domingo. Segundo resumiu David Marques, um dos impulsionadores da ideia, a ferramenta disponibiliza, de forma simples e rápida, as propostas eleitorais de todos os partidos e coligações, organizadas por temas. “Assim, o cidadão é convidado a pronunciar o seu acordo ou desacordo em função de propostas concretas, descobrindo e conhecendo as diferenças e semelhanças entre as mesmas e definindo um posicionamento”, referiu.

“Ao não votar, a única posição que marca é a do sofá”

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A aplicação “Eu Voto!” surge numa altura em que, à luz das últimas sondagens, há ainda cerca de 20% de portugueses indecisos quanto ao partido a escolher nas Legislativas 2015. E claro que, além dos hesitantes, há também os que optam por não votar. A “evidente necessidade de combater a abstenção” foi, assim, um dos aspetos que esteve na origem do desenvolvimento do projeto. voto1É por isso que na página de apresentação da aplicação na Internet, os promotores confrontam o público com alguns números. “Sabia, por exemplo, que os dois últimos governos de Portugal foram escolhidos por menos de 30% dos eleitores inscritos?”, questionam, acrescentando que, apesar de muitas pessoas acharem que, ao não votar, estão a marcar uma posição contra o sistema, a verdade é que “a única posição que marcam… é a do sofá”.

De acordo com David Marques, o projeto da Digitemotions vem, assim, tentar contrariar o crescente afastamento que existe entre os cidadãos e a atividade política. “Mudar o sistema implica, em primeiro lugar, assumir uma posição, votando”, recordam os criadores da app, convidando os utilizadores a conhecerem os mais de 20 partidos inscritos e as suas propostas de uma forma muito simples. A iniciativa mobilizou a equipa de trabalho há cerca de um ano, sendo que o principal desafio foi mesmo o de conseguirem reunir toda a informação relativa aos programas eleitorais o mais rapidamente possível.

Reproduzir o modelo para as eleições presidenciais

Para os responsáveis, o facto de as propostas serem exibidas de forma aleatória e anónima constitui uma grande mais-valia. O feedback dos utilizadores tem sido satisfatório e a equipa está já a avaliar a hipótese de voltar a utilizar a aplicação, desta vez em todas as plataformas, para as eleições presidenciais.

Texto: Mariana Albuquerque

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