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Beatriz Barosa

Beatriz Barosa

“O Porto é acolhedor de uma maneira especial, é colo e é alguém querido que me vai sempre dizer que tudo correrá bem

A atriz portuense Beatriz Barosa, conhecida por interpretar “Ana Carolina” na novela “Festa é Festa”, é a protagonista do mês de fevereiro. Entrevistada pela VIVA!, falou-nos da pessoa que é na sua essência, quando “cai o pano” e as câmaras deixam de filmar.

Contou-nos, também, sobre a sua infância e adolescência, o que gosta de fazer nos seus tempos livres, os projetos e atores com quem mais gostou de trabalhar, entre vários outros assuntos explorados nesta entrevista.

Além dos diversos trabalhos como atriz que contam no seu reportório, Beatriz deu voz a vários temas da banda sonora da série juvenil portuguesa “Massa Fresca”, produzida em 2016 e transmitida na TVI.

Convidamos os nossos leitores a conhecer quem é, afinal, Beatriz Barosa.

Foto: Sara Saraiva

Fale-nos um bocadinho sobre si… Quem é a Beatriz Barosa? Que características a definem?
Falar sobre mim é sempre curioso … Posso dizer que sou uma pessoa dedicada, persistente, ansiosa por vezes, que adora trabalhar, apaixonada pela sua família e muito entusiasmada com a vida no geral!

O que gosta de fazer nos tempos livres?
Nos tempos livres adoro estar em casa e cuidar dela, ler, escrever, viajar, passear, estar com família e amigos, ir ao teatro, ver cinema e séries (…).

Qual é o seu prato favorito e aquilo que é mesmo impossível comer?
Eu adoro comer! Há relativamente pouco tempo o meu Pai cozinhou um prato que eu amo e nessa altura pensei que, quando me voltassem a perguntar qual era o meu prato favorito, eu destacaria esse, que consiste numa espécie de empadão de bacalhau, sendo que o puré é misturado com cenoura cozida e maionese … Uma delícia!
Arroz de cabidela é algo que não consigo mesmo comer!

Descreva-nos o que seria para si um dia «perfeito».
Seria/é um dia em que sinto felicidade por acordar e estar acompanhada por mim, de consciência absolutamente tranquila, focada e grata pelo momento presente, motivada para continuar a construir a minha história. Um dia em que possa também estar com quem mais amo e trabalhar na profissão que me fascina.

Foto: Mariana Rocha

É mais aventureira ou cautelosa?
Sou uma aventureira cautelosa! Gosto de ouvir a minha intuição.

Pensa antes de falar ou tem o coração perto da boca?
Penso antes de falar, considero-me ponderada.

Falando agora das suas origens, de onde é natural? Onde nasceu e cresceu?
Nasci no Porto, mais precisamente em Cedofeita, e a maior parte da minha formação aconteceu também nessa cidade linda, mas morei em Matosinhos (outra cidade linda) até aos 18 anos.

Como foram vividos os seus tempos de infância e adolescência?
Foram tempos muito saudáveis, divertidos e felizes! Guardo memórias incríveis de momentos que ajudaram a construir a minha personalidade até aqui. Sempre viajei muito em família e os meus pais estimularam bastante a minha criatividade.
Foi na adolescência que descobri que queria ser atriz e comecei a trabalhar nesse sentido, portanto foi uma altura exigente e motivante!

Em alguma das suas brincadeiras já estava presente o “bichinho” da representação?
Quando era bem pequenina, como várias crianças, adorava brincar ao faz de conta.
No entanto, a minha família diz que eu levava essas brincadeiras muito a sério. A cada dia assumia ser uma personagem diferente (fictícia ou não) e se alguém me tratasse por Beatriz estava o caldo entornado! Inclusivamente, apresentava-me a novas pessoas que conhecesse utilizando o nome da personagem.

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Foto: Henrique Governo

Diga-nos: como foi o seu percurso académico e profissional?
Sempre fui boa aluna e adorava a escola. Assim que percebi que queria ser atriz, a motivação passou a ser estudar e dedicar-me muito para um dia assumir esta profissão.
O meu percurso profissional, que espero ainda estar a começar, tem sido desafiante e prazeroso. Sou muito grata pelas oportunidades que têm surgido e sinto orgulho no que conquistei até agora.

Em que momento percebeu que queria trabalhar como atriz? Quais os primeiros passos que deu nesse sentido?
Foi aos 14 anos que percebi e o primeiro passo que dei foi procurar formação. Comecei por ter aulas extra-curriculares de Expressão Dramática com a atriz Teresa Chaves e depois ingressei no Curso de Interpretação da Academia Contemporânea do Espetáculo.

Já fez parte de vários projetos, qual foi para si o mais desafiante?
Sem dúvida que um dos trabalhos mais desafiantes foi a dobragem em castelhano de uma série dinamarquesa! São dois idiomas com fonéticas realmente diferentes.

De todos em qual acha que conseguiu mais reconhecimento por parte do público?
Talvez o “Festa é Festa” seja o trabalho que atinge a maior quantidade de faixas etárias e, assim sendo, um grande reconhecimento por parte de públicos muito diferentes entre si.
A “Vidago Palace” atingiu também parte do público de Espanha, o que foi muito interessante.

Foto: Sara Saraiva

O que lhe costumam dizer?
Costumam, principalmente, dar os parabéns e agradecer, o que me deixa muito feliz!

Com que atores nacionais ou internacionais gostaria de trabalhar?
A nível nacional, e pensando em pessoas com quem ainda não me tenha cruzado profissionalmente, adoraria trabalhar com a Bárbara Branco, a Ana Padrão, a Rita Lello, a Marina Mota, a Maria do Céu Ribeiro, o Fernando Rodrigues, o Pêpê Rapazote e o Rui Melo.
Internacionalmente posso destacar Ana Polvorosa, Maggie Civantos, Isabelle Huppert, Adam Driver, Steve Carell, Marina Ruy Barbosa, Fernanda Montenegro, Julianne Moore e Meryl Streep.

O que é que a apaixona nesta profissão?
Apaixona-me a possibilidade de criar ou dar vida/tornar palpável uma nova realidade e mergulhar nela. E também o facto de não ser uma ciência exata, de haver inúmeros caminhos possíveis e de estar sempre a aprender.

Atualmente a viver em Lisboa, o que é que mais gosta na cidade do Porto e do que sente mais saudades quando não está por cá?
É verdade que tenho passado mais tempo em Lisboa, mas vou ao Porto com bastante frequência.
Sinto naturalmente saudades da minha família e do real sentido de “casa” (apesar de gostar muito de viver em Lisboa também). O Porto tem uma beleza misteriosa e tão simpática em simultâneo … É como se qualquer pessoa fosse capaz de abrir as portas de sua casa e nos convidar para almoçar em três tempos!

Foto: Henrique Governo

Como é que define a cidade? O que é que o Porto tem que mais nenhum lugar tem?
Para mim, o Porto é acolhedor de uma maneira especial, é colo e é alguém querido que me vai sempre dizer que tudo correrá bem.

Considera que as oportunidades para quem quer ser atriz ou ator estão, na sua grande maioria, em Lisboa?
Na sua grande maioria, e em termos de oportunidades profissionais, sim. Foi isso que me trouxe a Lisboa. Sinto que as oportunidades de trabalho no Porto têm crescido, no entendo, por exemplo, parece-me que a quantidade de audições abertas é superior em Lisboa. Os estúdios de ficção também se situam, geralmente, muito perto de Lisboa… Tudo está ainda muito centralizado, mas acredito que isto irá mudar.

Pensa em algum dia voltar a morar no Porto ou essa possibilidade já não está nos seus planos?
Já pensei nisso várias vezes. Tenho o sonho de comprar uma casa no Porto. Creio que não moraria lá a tempo inteiro, também porque o meu trabalho, por vezes, exige até viagens internacionais, mas adoraria ter um espaço meu, e da minha futura família, na Cidade que me encanta desde sempre.

Há algum projeto que vá integrar e que possa adiantar algum pormenor? O que é que espera a nível profissional?
Neste momento não posso adiantar nada, mas estou confiante de que 2023 me trará desafios profissionais muito especiais!

Foto de capa: Henrique Governo

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