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“Diários de uma Pandemia”: Um terço dos inquiridos sente frustração por não cumprir rotina diária

“Diários de uma Pandemia”: Um terço dos inquiridos sente frustração por não cumprir rotina diária

Perceber como os cidadãos se estão a adaptar à pandemia da covid-19 é o objetivo do estudo “Diários de uma pandemia”, desenvolvido pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), em parceria com o jornal Público. 

“Este estudo inclui em particular um questionário cobrindo a perceção do bem-estar emocional (…) que permite conhecer como, durante a primeira semana dos diários, os participantes viveram e sumariaram o seu bem-estar”, indica o documento enviado segunda-feira à agência Lusa.

Os dados divulgados no relatório “Diários de uma Pandemia” revelam que um terço dos participantes afirmou sentir “muitas vezes” frustração por não cumprir a rotina diária (32,3%), sensação que foi frequente nos mais “novos” e que, tendencialmente, “diminuiu com a idade”.

Apenas 26,8% dos inquiridos referiram “nunca ou quase nunca” ter sentido dificuldade em lidar com a atual situação e 18,7% afirmou “nunca ou quase nunca” ter perdido o controlo sobre a mesma.

No entanto, durante a última semana, 25,5% dos participantes – mais mulheres e inquiridos mais jovens – disseram ter sentido tristeza, desespero e depressão.

Os mais jovens afirmaram também sentir medo e ansiedade “sempre ou quase sempre”, sendo que 21,1% dos participantes afirmou ter sentido “muitas vezes medo como se algo de terrível estivesse para acontecer” e 27,6% disse ter medo de ser infetado.

O relatório indica ainda que 62,4% dos participantes afirmou ter medo pela própria saúde e pela saúde dos seus entes queridos. A frequência “diminuiu claramente com o grau de escolaridade”, sendo que apenas 15,6% dos inquiridos que possuíam o Ensino Superior afirmaram ter sentido “sempre ou quase sempre”.  

Cerca de um quarto dos inquiridos declarou ter tido “muitas vezes” dificuldade em adormecer e apenas 5,9% referiu ter tido pesadelos sobre a pandemia da covid-19.

Questionados sobre se sentiam esperança em relação ao futuro, “praticamente todos os participantes afirmaram que sim” e dois terços sentiram “muitas vezes” essa esperança ao longo da semana (46,7%).

A iniciativa, desenvolvida do ISPUP e pelo INESC TEC, no Porto, contou com a participação de 3.432 pessoas, com idades entre os 16 e 89 anos.

Se ainda não participou no estudo “Diários de uma pandemia”, pode fazê-lo aqui.

Participar no estudo “Diários de uma pandemia” “é contribuir para sabermos como agir melhor, com o objetivo de diminuir o impacto negativo da epidemia em Portugal. É um contributo que se partilha com toda a sociedade e, em última análise, um gesto solidário para com aqueles que nos são mais queridos”, sublinham os investigadores.

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