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Descubra curiosidades sobre Portugal que nem os portugueses sabem

Descubra curiosidades sobre Portugal que nem os portugueses sabem

Como qualquer outro país Portugal possui alguns factos e episódios da sua história que não são tão conhecidos e divulgados para a maioria das pessoas. Normalmente tratam-se de curiosidades que não alteram de forma significativa a história que nos é ensinada, e que, por esse motivo, não são tão relatados.

Ainda assim, estas mesmas curiosidades enriquecem a história portuguesa e ajudam-nos também a perceber o passado do país e aquilo que somos enquanto povo. A VIVA! reuniu alguns factos históricos e curiosidades, de acordo com a plataforma VortexMag, para que fique a saber mais sobre Portugal e os portugueses.

Sabia, por exemplo, que existem mais igrejas portuguesas em Roma que em muitas cidades nacionais? Naquela cidade italiana podem encontrar-se “túmulos de ilustres cardeais e de diversos portugueses que por esta cidade foram passando”, como “o túmulo de D. Antão Martins de Chaves”, na Basílica de S. João de Latrão, “e o túmulo do cardeal D. Pedro Fonseca”, nas catacumbas do Vaticano.

Destaque também para a “Capela Fonseca, executada por Bernini, que se encontra na Igreja de S. Lourenzo in Luciano, e a Capela da Sylva, também feita por Bernini, que se encontra na Igreja de Santo Isidoro”.

Paris é a 2ª cidade do mundo com mais portugueses, uma vez que entre as décadas de 50 e 60, este “foi o destino escolhido por 1,5 milhões de portugueses”. Desta forma, não é surpreendente “que a capital da França tenha tantos descendentes de terras lusas, que vivem as suas vidas por entre as suas grandes avenidas e bairros pitorescos”.

O médico Garcia da Orta recebeu Bombaim como presente por serviços prestados a um Sultão. Em Goa, Garcia da Orta “praticava medicina no hospital e prisão de Goa”, era também médico de figuras de relevo, como o Sultão de Ahmadnagar. “Graças aos seus serviços e à amizade que tinha com o vice-rei Pedro Mascarenhas, por volta de 1554 foi-lhe dado o foro da ilha de Bombaim, onde mandou construir uma quinta, no local onde os britânicos ergueram depois o Forte de Bombaim”.

Ainda sobre o assunto “medicina”, no século XVI, quase todas as cortes europeias tinham um médico português. Na Era dos Descobrimentos, a fama da Universidade de Coimbra estendeu-se por toda a Europa e muitos dos reis da época “fizeram questão de ter um médico português a seu serviço, muito graças à formação que estes recebiam em Coimbra e aos conhecimentos trazidos das ex-colónias portuguesas”.

Durante 800 anos, existiu um pequeno país entre Portugal e Espanha que se chamava Couto Misto. Este era “um pequeno território cravado entre os dois países, que podia acolher refugiados quer de Portugal, quer de Espanha, e que tinha regras próprias”. Ali cada cidadão podia escolher ter a nacionalidade “espanhola, portuguesa ou ambas”. Este pequeno país situava-se na zona de Tourém, em Montalegre.

Um português foi rei em Myanmar. Filipe de Brito “era um comerciante que tentava fazer fortuna no Oriente”. Enquanto “conselheiro do Sultão do Pegu, uma região de Myanmar, viu-se envolvido em diversas vitórias”, o que lhe garantiu uma reputação “tão grande, que as gentes do Pegu” quiseram ser governadas por ele. “O aventureiro acabou por receber a coroa em nome do rei de Espanha e Portugal”.

Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus, “salvou mais judeus que Oscar Schindler”. No ano da invasão da França pela Alemanha Nazi, o português desafiou as ordens de Salazar e, “durante 5 dias, concedeu milhares de vistos de entrada em Portugal a refugiados de diversas nacionalidades. Este herói terá salvo dezenas de milhares de pessoas do Holocausto, entre os quais cerca de 10 mil judeus”.

Por último, contamos-lhe que o chá foi introduzido na Inglaterra pelos portugueses. Os ingleses são conhecidos pelo famoso “chá das cinco”, “mas quem introduziu esse costume no país foram os portugueses, e a primeira a criar o hábito do «chá das cinco» foi a portuguesa Catarina de Bragança, Rainha da Inglaterra por casamento”.

Referir também que chá, em inglês, se chama «tea» porque os portugueses “transportavam o chá em caixas de madeira assinaladas com a letra T, que em inglês se pronuncia «tea»”.

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