Recheio

Exposições no Centro Português de Fotografia

Exposições no Centro Português de Fotografia
© Brent Stirton

Guardiões da Vida Selvagem, de Brent Stirton
Até 7 março, Centro Português de Fotografia

* Espaço temporariamente encerrado, em virtude do confinamento decretado pelo Governo

A exposição “Guardiões da Vida Selvagem”, de Brent Stirton, é uma abordagem à luta dos guardas florestais dos parques de vida selvagem em África, contra a caça ilegal de espécies protegidas e à beira da extinção.
É uma exposição integrada no prémio Estação Imagem 2020 Coimbra, que será apresentada no Centro Português de Fotografia (CPF) numa parceria entre a Estação Imagem e o CPF.
Stirton é fotojornalista e tem documentado a relação ente o homem e o meio ambiente. É vencedor do prémio Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano pela National Geographic, em 2017, entre outros prémios.
“Sou fotojornalista do ambiente. Setenta por cento do meu tempo é dedicado a relatar a intersecção entre o Homem e a Natureza. Gostava que fosse 100%. (…) O meu foco centra-se nos poucos homens e mulheres que se dedicam a proteger o nosso património natural. Estes guardiões da conservação levam vidas espartanas em sítios isolados, são pobremente pagos e estão frequentemente em grande perigo. Apesar disto, parece haver da nossa parte a expectativa de que estas pessoas tratem de proteger o nosso mundo natural sem o apoio de todos nós. (…)
A prática da conservação da natureza nos dias de hoje tornou-se, em grande parte, numa guerra de sucessivos atritos: isto significa um confronto entre os guardiões mal equipados versus caçadores ilegais fortemente armados e protegidos, redes de crime organizado, e políticos corruptos.
Fotografei a guerra, a fome, a doença, enfim, os suspeitos do costume na minha profissão. Mas só em 2007, quando fotografei nove Gorilas da Montanha assassinados na República Democrática do Congo, é que me senti de facto útil. Percebi, pela primeira vez, a ligação inata entre o mundo do homem e o mundo natural e como o conflito muitas vezes dilui as linhas que os separam. Tudo está a acontecer no mesmo espaço; não damos primazia à natureza e isso só nos prejudica. Todos vemos as consequências à nossa volta se olharmos com atenção. (…) Há um enorme potencial de nos encontrarmos em torno de um sistema de valores em comum para o bem do nosso planeta e de todos os habitantes da Terra. Já somos demasiados nesta casa, e se quisermos evitar o fracasso colossal da nossa civilização, então as lideranças terão de priorizar o ambiente tal como fizeram com a economia até aqui. Estes dois reinos não estão separados como duas ilhas isoladas.” Brent Stirton
Foto: Brent Stirton – Área de Reserva Phundundu, Zimbabué, junho 2018

© Ivor Prickett

Fim do Califado, de Ivor Prickett
Até 7 março, Centro Português de Fotografia

“Fim do Califado”, de Ivor Pricket é uma exposição integrada no Prémio Estação Imagem 2020 Coimbra.
O trabalho de Ivor tem-se focado, mais recentemente, no combate ao Estado Islâmico (EI, ou ISIS, na sigla em inglês) no Iraque e na Síria. Trabalhando exclusivamente para o The New York Times, passou meses no terreno a reportar aquele contexto através da fotografia e da escrita. O seu trabalho no Iraque e na Síria valeu-lhe o primeiro prémio no World Press Photo 2018 na categoria General News Stories, bem como uma nomeação para finalista na categoria Breaking News Photography dos prémios Pulitzer. O seu trabalho intitulado “End of the Caliphate” foi publicado na íntegra num livro lançado pela conceituada editora Steidl em junho de 2019.
Foto: © IvorPrickett – Um jovem suspeito de pertencer ao ISIS foi encontrado escondido numa zona fortemente destruída da Cidade Velha, tendo sido entregue às forças de segurança daquela área. IRAQUE, SETEMBRO 2017

Alfredo Cunha 50 anos de fotografia – 1970-2020
Até 2 maio 2021, Centro Português de Fotografia | Entrada gratuita

“Este Alfredo Cunha de quem se fala é o homem com a sua câmara e o seu olhar.
Qualquer bom fotojornalista intui, antes de o saber claramente, que uma imagem, que deve encerrar todo um conteúdo e uma sedução, é, sempre foi, um momento decisivo. Antes de ser definido por Cartier-Bresson, já existia na mente de quem fotografa o acontecimento, o rosto e o movimento.
Na longa carreira de 50 anos de Alfredo Cunha, muita coisa mudou: o país que fotografa; o equipamento que usa — já longe da primeiríssima Petri FT, da Leica M3, que começou a usar em 1973, e das Leicas que se seguiram e a que se manteve sempre fiel; o suporte — do analógico, maioritariamente preto e branco, ao digital, que pratica desde 2003. A imagem fotojornalística responde à exigência de concordância com o texto, também se liga ao onde, quando, como e porquê. Porém, quando o fotógrafo já definiu o seu estilo — e é esse o caso de Alfredo Cunha —, a sedução da imagem sobrepõe-se à sedução da notícia. Em todas elas se torna difícil associar a imagem a um estilo pois Alfredo Cunha ultrapassa a corrente do momento e o tema.
E é neste sentido que podemos dizer, com Barthes, que as suas fotografias resultam sem código, dependem da transmissão do seu para nosso afecto.”
Teresa Siza (texto adaptado) (Foto © Alfredo Cunha)

Horário:
Terça a sexta-feira: 10h às 18h (e também à segunda, nos meses de julho e agosto);
Sábados, domingos e feriados: 15h às 19h.

Centro Português de Fotografia/ Direção-Geral de Arquivos
Edifício da Cadeia da Relação do Porto
Campo Mártires da Liberdade – Porto
Telf: 222 076 310 | Fax 222 076 311
www.cpf.pt

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