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Exposições no Centro Português de Fotografia

Exposições no Centro Português de Fotografia

The Horizon is Moving Nearer
Até 20 junho, Centro Português de Fotografia

Exposição coletiva apresentada na Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, numa parceria entre o Centro Português de Fotografia e a plataforma Ci.CLO, no contexto da Bienal’21 Fotografia do Porto.
“O que Acontece com o Mundo Acontece Connosco” é o mote da edição de 2021, que convida 15 curadores e 46 artistas nacionais e internacionais a refletirem sobre a interdependência entre os sistemas naturais e humanos, considerando a complexa matriz global que se corporifica a partir de um emaranhado de relacionamentos culturais, sociais e políticos que têm fragilizado os ecossistemas.
Até 27 de junho, a Bienal’21 Fotografia do Porto apresenta 19 propostas expositivas em 15 espaços no Porto, um em Lisboa e três em ambiente virtual.
No Centro Português da Fotografia, encontra-se uma das exposições centrais desta edição, “The Horizon is Moving Nearer”, com curadoria de Tim Clark, escritor e curador britânico, e oito artistas de grande reconhecimento internacional — Salvatore Vitale, Poulomi Basu, Gideon Mendel, Lisa Barnard, Maxime Matthys, Nancy Burson, Simon Roberts, Stanley Wolukau-Wanambwa. Esta exposição questiona a forma como as diferentes realidades que caracterizam a nossa contemporaneidade se relacionam e nos afetam, explorando tópicos como a masculinidade tóxica, emergência climática, eco-fascismo, violência de género, abusos dos direitos indígenas, Trump, Brexit, entre outros. Embora denunciando estes ciclos de injustiça, o curador apresenta-nos uma perspetiva optimista para o futuro.
© NANCY BURSON | Trump As Five Different Races | Cortesia da artista

© Ivor Prickett

Fim do Califado, de Ivor Prickett
Até 23 maio, Centro Português de Fotografia

“Fim do Califado”, de Ivor Pricket é uma exposição integrada no Prémio Estação Imagem 2020 Coimbra.
O trabalho de Ivor tem-se focado, mais recentemente, no combate ao Estado Islâmico (EI, ou ISIS, na sigla em inglês) no Iraque e na Síria. Trabalhando exclusivamente para o The New York Times, passou meses no terreno a reportar aquele contexto através da fotografia e da escrita. O seu trabalho no Iraque e na Síria valeu-lhe o primeiro prémio no World Press Photo 2018 na categoria General News Stories, bem como uma nomeação para finalista na categoria Breaking News Photography dos prémios Pulitzer. O seu trabalho intitulado “End of the Caliphate” foi publicado na íntegra num livro lançado pela conceituada editora Steidl em junho de 2019.
Foto: © IvorPrickett – Um jovem suspeito de pertencer ao ISIS foi encontrado escondido numa zona fortemente destruída da Cidade Velha, tendo sido entregue às forças de segurança daquela área. IRAQUE, SETEMBRO 2017

Alfredo Cunha 50 anos de fotografia – 1970-2020
Centro Português de Fotografia | Entrada gratuita

“Este Alfredo Cunha de quem se fala é o homem com a sua câmara e o seu olhar.
Qualquer bom fotojornalista intui, antes de o saber claramente, que uma imagem, que deve encerrar todo um conteúdo e uma sedução, é, sempre foi, um momento decisivo. Antes de ser definido por Cartier-Bresson, já existia na mente de quem fotografa o acontecimento, o rosto e o movimento.
Na longa carreira de 50 anos de Alfredo Cunha, muita coisa mudou: o país que fotografa; o equipamento que usa — já longe da primeiríssima Petri FT, da Leica M3, que começou a usar em 1973, e das Leicas que se seguiram e a que se manteve sempre fiel; o suporte — do analógico, maioritariamente preto e branco, ao digital, que pratica desde 2003. A imagem fotojornalística responde à exigência de concordância com o texto, também se liga ao onde, quando, como e porquê. Porém, quando o fotógrafo já definiu o seu estilo — e é esse o caso de Alfredo Cunha —, a sedução da imagem sobrepõe-se à sedução da notícia. Em todas elas se torna difícil associar a imagem a um estilo pois Alfredo Cunha ultrapassa a corrente do momento e o tema.
E é neste sentido que podemos dizer, com Barthes, que as suas fotografias resultam sem código, dependem da transmissão do seu para nosso afecto.”
Teresa Siza (texto adaptado) (Foto © Alfredo Cunha)

Horário:
Terça a sexta-feira: 10h às 18h
Sábados, domingos e feriados: 10h às 13h.

Centro Português de Fotografia/ Direção-Geral de Arquivos
Edifício da Cadeia da Relação do Porto
Campo Mártires da Liberdade – Porto
Telf: 222 076 310 | Fax 222 076 311
www.cpf.pt

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