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Corrida, convívio e juventude: os 3 ingredientes do Can Run Club

Corrida, convívio e juventude: os 3 ingredientes do Can Run Club

Diz-nos a gíria popular que quem canta os seus males espanta. Neste caso, trocamos o “cantar” pelo “correr” e o ditado continua a ser verdadeiro. Que o digam os membros do Can Run Club, que aos sábados de manhã (e não só) dão corda à sapatilha e vão correr 5 quilómetros, geralmente em Matosinhos ou em Gaia, numa espécie de corrida-convívio.

Posto isto, impera uma questão: o que é que diferencia este grupo, que foi crescendo, em particular, no TikTok? Várias respostas poderiam ser dadas, mas no entender de Mia Santos, criadora deste grupo de corridas portuense, há uma que se destaca.

“Na minha perspetiva, é o ambiente de comunidade que conseguimos criar – algo que se distingue pela sua autenticidade. Aqui, todos são bem-vindos, independentemente do seu nível de aptidão física. É uma oportunidade para sair da zona de conforto e integrar-se num grupo de pessoas que têm potencial para se tornarem grandes amigos” – refere a jovem de 23 anos.

Foto: Can Run Club

Como se isso não fosse motivo suficiente, os custos associados ao Can Run Club também são apelativos. Neste caso, a ausência deles. Quer isto dizer que “a adesão é acessível a todos, independentemente das suas circunstâncias financeiras”, como refere a criadora do projeto.

Estabelecendo uma espécie de paralelismo, a canção de Marco Paulo falava em dois amores que em nada são iguais. Aqui, a parte positiva é que não é preciso ter a certeza de qual é que se gosta mais. Isto porque a corrida serve (obviamente) para correr e, também, para conviver. Pelo menos, foi essa a ideia, desde a criação do Can Run Club.

“Desde que comecei a correr, apaixonei-me por tudo relacionado com este desporto. No entanto, ao inscrever-me na primeira prova, percebi que a experiência é ainda mais gratificante quando partilhada. Sou fascinada por pessoas. Acredito sinceramente que podemos sempre aprender algo valioso com cada pessoa que conhecemos. Infelizmente, parece que estamos a perder o hábito de socializar e de adotar um estilo de vida mais saudável na geração atual. Por que não combinar os dois?” – questiona Mia Santos.

O Can Run Club é um grupo aberto e flexível, no entanto o foco é, maioritariamente, em jovens dos 18 aos 35 anos. O público-alvo foi assim definido, na medida em que a criadora do projeto considerou haver uma “lacuna” no público mais jovem.

Foto: Can Run Club

No seu entender, a tecnologia faz com que, cada vez mais, os jovens se afastem de um estilo de vida saudável, tanto a nível físico como mental. Isso faz com que vão “perdendo a capacidade de comunicar pessoalmente uns com os outros”.

Assim, o objetivo foi também estimular o interesse nos mais novos, já que, para Mia Santos, os hábitos de corrida estão mais implementados em gerações mais velhas.

Desde a criadora aos membros do grupo, o balanço tem sido muito positivo

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De forma a perceber como é o Can Run Club ao certo, a VIVA falou com alguns membros do grupo. Através dos testemunhos de Solange Sampaio, de 25 anos, e Tiago Silva, de 24 anos, ficamos a conhecer a perspetiva dos jovens atletas.

Para Solange, o motivo de se juntar ao grupo foi muito simples. “Descobri o grupo no TikTok e pensei que ao correr com outras pessoas ia ter mais motivação e ganhar mais gosto pela corrida”.

Nesta experiência, Solange destaca ainda a “evolução” que tem tido ao longo dos 4 meses que faz parte do Can Run Club. Para além de ter conhecido “pessoas incríveis”, refere que “se não fosse por este grupo, já teria desistido da corrida”.

Foto: Can Run Club

Já para Tiago Silva, o objetivo foi “encontrar pessoas que partilham o mesmo gosto pela corrida e aproveitar o desporto para socializar ao mesmo tempo” – refere o jovem de 24 anos.

Em conversa com a VIVA, Tiago assinala que todos têm evoluído bastante, no aspeto da corrida. Contudo, destaca um aspeto fundamental: “o mais importante é as relações evoluírem para fora da corrida e tornarmo-nos num grupo social”, onde a boa disposição é a nota dominante.

É por testemunhos como os de Tiago e Solange que Mia destaca a “incrível” resposta dada pela comunidade. Em entrevista à VIVA, a criadora confessa que têm sido várias as mensagens de agradecimento por parte dos membros do grupo, que, cada vez mais, sentem a necessidade de convívio uns com os outros. A própria destaca esses “laços” como algo gratificante de ver.

“Não esperava uma adesão tão grande. Mas o facto de termos agora mais de 700 participantes mostra que as pessoas dão valor a esta iniciativa. É evidente que muitos se juntam por causa da corrida, mas há também uma vontade genuína de estar com essas pessoas mais do que apenas uma vez por semana”.

Formada em Psicologia, a criadora do Can Run Club destaca que o exercício físico é bom para o corpo e para a mente. Na sua ótica, os contextos de convívio ativo são necessários e fazem falta. 

Mesmo para quem está pela Invicta só de passagem, ir dar uma corrida com o Can Run Club pode ser uma boa ideia. Afinal de contas, as paisagens de praia e rio permitem conhecer as maravilhas da nossa cidade e dos seus arredores.

Sendo assim, a conclusão é simples: vale a pena pôr o despertador para cedo, ao sábado de manhã. Seja pelos habituais 5 quilómetros de corrida ou pela panorâmica, pelo menos uma coisa é certa: convívio não vai faltar.

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