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Conhece mesmo o significado de um baralho de cartas?

Conhece mesmo o significado de um baralho de cartas?

As cartas são um símbolo incontornável do que é ser português. Em casa, em família, ou na rua, entre amigos e conhecidos, são parte integrante de inúmeros serões. Servem para distrair, divertir, competir e, até, para educar. Mas, será mesmo que todos os que jogam cartas sabem o verdadeiro significado de um baralho de cartas?

Regra geral, o baralho mais comum, conhecido como baralho francês, representa uma espécie de “calendário” que conta as semanas e as estações do ano. Possui 52 cartas, que correspondem às 52 semanas do ano, e que são distribuídas por quatro naipes [Copas (♥), Espadas (♠), Paus (♣) e Ouros (♦)], que, por sua vez, representam as quatro estações – Primavera, Verão, Outono e Inverno.

Acredita-se que o baralho foi criado pelo francês Jacquemin Gringonneur, sob encomenda do rei Carlos VI de França, que terá criado o baralho para representar as divisões sociais do país. Assim, a origem dos naipes remonta à tradição francesa, com os paus a representarem os camponeses, as copas o clero, as espadas os militares e os ouros a simbolizarem uma homenagem aos comerciantes.

Dividas entre cores vermelha e preta, símbolos, respetivamente, do dia e da noite, os valores numéricos das cartas variam entre 2 a 10, e contam ainda um “Ás”, que, de acordo com os especialistas, corresponde ao número 1, um valete, representado pela letra J, que corresponde ao 11, uma Rainha, letra Q, 12, e um Rei, correspondente à letra K, que vale 13.

Se, por acaso, somarmos o número total de cartas judiciais – Rei, Dama e Valete –, uma espécie de tributo às figuras altas da monarquia, deparamo-nos com o número 12, precisamente o número de meses do ano. E se, por sua vez, fizermos a soma do valor numérico de cada uma das cartas dos quatro naipes o resultado é… 364, o número de dias correspondente aos anos que não são bissextos.

Se ficou surpreendido com estas informações, saiba ainda que, segundo consta, os jogos de carta também eram usados como um antigo calendário agrícola, com a “semana do Rei”, seguida pela “Semana da Rainha” e assim em diante – até chegar à semana do “Ás”, que mudava a estação e, com isso, também o naipe.

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