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Concurso para reabilitação da estufa da Lavandeira, em Gaia, avança em maio

Concurso para reabilitação da estufa da Lavandeira, em Gaia, avança em maio

Durante a inauguração da ampliação do parque urbano da Lavandeira, em Oliveira do Douro, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia adiantou que o concurso para a reabilitação da estufa em ferro do século XIX será lançado em maio.

A intervenção, orçada em 500 mil euros, tem como objetivo “colocar ali, num espaço histórico, uma cafetaria, bem como um parque botânico que remeta para aquilo que foi a estufa antigamente”, revelou Eduardo Vítor Rodrigues, citado pelo Porto Canal.

Segundo a autarquia, a estufa pesa 38 toneladas, tem 24 metros de frente, 12 de altura no centro e 12 de fundo.

A técnica de engenharia da estufa em ferro fundido é a mesma do antigo Palácio de Cristal, no Porto, que foi demolida.

A estrutura foi mandada construída por Silva Monteiro, descrito como um conde que esteve ligado à Associação Comercial do Porto e ao arranque da construção do porto de Leixões, bem como da linha de caminho de ferro Porto/Póvoa de Varzim.

A estufa da Lavandeira foi executada pela empresa Fundição de Ouro de Luiz Ferreira Cruz e Irmão. “Os rendilhados da cobertura são todos de ferro e de uma leveza tão extraordinária que mais parecem recortes feitos em papel transparente. O corpo principal é sustentado por quatro arcos, nos quais se observa o mesmo estilo da parte exterior que recorda muito o gótico”, descreve o jornal Comércio do Porto, com data de agosto de 1883.

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Relativamente à ampliação do parque urbano da Lavandeira, este tem agora 110 mil metros quadrados.

A ampliação corresponde a cerca de mais um terço face ao que antes existia, sendo que a aquisição dos novos terrenos custou 2,4 milhões de euros.

Segundo indicou segunda-feira Eduardo Vítor Rodrigues, as intervenções atuais dizem respeito à área da estufa, lago e árvores centenárias, algumas “que precisam de cinco pessoas para as abraçarem”.

À margem da cerimónia na Lavandeira e também no parque de S. Paio, em Canidelo, Eduardo Vítor Rodrigues garantiu que “no âmbito do PDM [Plano Diretor Municipal] ficam definidos condicionantes que impedem qualquer tipo de construção” junto a estes espaços verdes e também junto do de São Caetano (Vilar do Paraíso), cuja intervenção está em curso.

“Estamos a intervir a dois níveis ao construir os parques e ao fazer um reforço da mancha arbórea. Mas nos instrumentos de zonamento deixámos fechada qualquer veleidade que possa existir de futuro de querer fazer uma frente de construção”, salientou.

Foto: CM Vila Nova de Gaia

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PD- Revista Sabe bem