CM Matosinhos

Companhia Nacional de Bailado

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cnb_2Nove “viagens” unidas pela música de Bernardo Sassetti

“A peça surgiu de uma ideia que a diretora artística da CNB teve para homenagear o Dia Mundial da Dança”, contou, à Viva, Olga Roriz. “Convidou nove coreógrafos para fazerem pequenas peças de, mais ou menos, cinco minutos cada, unidas unicamente pela música de Bernardo Sassetti”, acrescentou. O conhecido compositor e pianista português ocupa, assim, o palco de forma permanente, à medida que os bailarinos interpretam as criações dos diferentes coreógrafos.

Numa primeira fase do projeto, o trabalho dos nove responsáveis foi individual. “Para cada coreógrafo foi uma coisa diferente, cada um fez a sua viagem”, explicou Olga Roriz, diretora de uma companhia com o seu nome. “Uma coisa em forma de assim”, cujo título foi “descaradamente roubado a Alexandre O’Neill”, tal como admite a CNB, não tem uma ligação dramatúrgica. “Tem só um elo de ligação, que é o Bernardo Sassetti, sempre em palco”, afirmou. O trabalho surge, assim, como uma conjugação de corpos com os diversos entendimentos sobre a criação coreográfica contemporânea.

Elogio “à diva” da dança

Para a obra que vai estrear em Guimarães, Olga Roriz trabalhou com Ana Lacerda, bailarina da companhia há muitos anos, com quem desejava colaborar. “Era uma intérprete com a qual gostaria de trabalhar novamente”, admitiu, explicando que a imagem da peça é “a de uma diva da dança”. “É um solo que fiz para aquele corpo. Um trabalho com muita sensualidade, muita alma. É um solo de uma mulher solitária”, descreveu a coreógrafa, que soma já 30 anos de carreira.

O processo de criação, juntamente com a bailarina, durou três dias. Seguiram-se os ensaios individuais durante uma semana e, na reta final, quatro dias no palco com todos os coreógrafos e Sassetti.
Para a obra que vai estrear em Guimarães, Olga Roriz trabalhou com Ana Lacerda, bailarina da companhia há muitos anos, com quem desejava colaborar. “Era uma intérprete com a qual gostaria de trabalhar novamente”, admitiu, explicando que a imagem da peça é “a de uma diva da dança”. “É um solo que fiz para aquele corpo. Um trabalho com muita sensualidade, muita alma. É um solo de uma mulher solitária”, descreveu a coreógrafa, que soma já 30 anos de carreira.
O processo de criação, juntamente com a bailarina, durou três dias. Seguiram-se os ensaios individuais durante uma semana e, na reta final, quatro dias no palco com todos os coreógrafos e Sassetti.

Apesar de nenhum dos criadores ter tido uma experiência de trabalho semelhante, Olga Roriz contou que, de um modo geral, houve consenso na organização da obra “Uma coisa em forma de assim”. “Mostrámos uns aos outros as peças e percebemos logo que o início deveria ser com [a criação de] Madalena Victorino”, apontou. “Depois há muitos duetos e tentámos dividi-los de uma maneira que fosse boa”, acrescentou, afirmando que “não há grandes mutações nem cruzamentos entre as interpretações”.

cnb_4Dança “assinada” por Olga Roriz

Apesar de não gostar de falar do seu próprio trabalho, cuja “avaliação terá de ser feita pelo público”, Olga Roriz admite a presença de um cunho pessoal nas suas peças. “Se há algo que me caracteriza muito é isso, também porque já são muitos anos a coreografar”, afirmou, garantindo ter passado por fases diferentes ao longo das três décadas de carreira.

“Em ‘Uma coisa em forma de assim” disseram-me mesmo: ‘é impossível não reconhecer a tua peça. Logo que a Ana Lacerda entrou em palco, viu-se que aquele era o teu trabalho’”, revelou, em declarações à Viva. O Centro Cultural de Vila Flor será o próximo destino da obra, preparada ao pormenor por alguns dos mais reconhecidos coreógrafos portugueses.

Texto: Mariana Albuquerque
Fotografias: Ricardo Brito

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