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Cemitério Prado do Repouso

Cemitério Prado do Repouso

Eugénio de Andrade, Abel Salazar e Pedro Osório são alguns dos célebres ‘habitantes’ deste espaço que vê, agora, algumas das suas infraestruturas requalificadas.

O primeiro cemitério público da cidade

Inaugurado em dezembro de 1839, o Prado do Repouso, integrado na freguesia do Bonfim, foi o primeiro cemitério público da cidade do Porto, construído no espaço de uma antiga quinta de recreio denominada de ‘Quinta do Prado do Bispo’, que pertenceu ao Bispo D. Manuel de Santa Inês que, relutantemente, veio a aceitar a ordem da rainha D. Maria II no sentido de que a quinta fosse ocupada pelo cemitério. Ali eram inumados os portuenses mais pobres, já que os cidadãos mais abastados preferiam os cemitérios privados. cemit9Atualmente, o Prado do Repouso é um cemitério extremamente requisitado, principalmente pela possibilidade de cremação. Ali se encontram algumas figuras ilustres, como, por exemplo, Abel Salazar (médico, cientista, professor e artista plástico), Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas (poeta) ou o maestro Pedro Osório.

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Investimento de 700 mil euros na requalificação do espaço

O Cemitério do Prado do Repouso, na freguesia do Bonfim, foi alvo de obras de requalificação orçadas em cerca de 700 mil euros, um investimento camarário da responsabilidade da Empresa Municipal de Gestão de Obras Públicas (GOP).
Os trabalhos da empreitada incluíram a pavimentação dos arruamentos que ainda permaneciam em terra batida, o que resultou em diversos alvéolos relvados com integração de sistema de rega, dando assim um aspeto mais verde ao cemitério. Foi, ainda, construída uma rampa de acesso ao crematório, para veículos e peões, com arranjo paisagístico das suas envolventes, cujo desenho da área pretende transmitir a ideia de “raios de luz a caminho da terra”. Foram criadas infraestruturas de abastecimento de gás natural para o crematório e as paredes do seu interior foram renovadas. No roseiral, local cemit11de inumação das cinzas, houve, ainda, uma duplicação da área disponível. Durante o processo de requalificação, renovou-se, de igual forma, a sinalética orientativa, tendo-se inserido nova sinalética informativa, realçando algumas figuras notáveis presentes neste cemitério, seja pela relevância das personalidades ou da própria arquitetura cemiterial, de que é exemplo o jazigo do poeta Eugénio de Andrade, da autoria do arquiteto Siza Vieira.
De acordo com Gabriela Leite, diretora municipal do Ambiente e Serviços Urbanos, a preocupação com as melhorias nos cemitérios existe e está a ser executada pela autarquia. Esta quaestão representa “uma área sensível dada a ligação com a morte”, sublinha, destacando que “as obras executadas permitiram um melhor acesso a todo o cemitério por parte de peões e veículos”, melhorando o “impacto visual” e contribuindo para minimizar o “sofrimento que normalmente se vive nestes locais”. O destaque vai ainda para a “redução de custos” e uma “melhor prestação de serviços” oferecida à população, para além da melhoria da atração turística do local, que tem sido “palco de turismo cemiterial”, refere. Gabriela Leite salientou, ainda, que “a humanização neste tipo de obras é uma preocupação fundamental”, já que se trata de um “local de reflexão e de contacto com os que já partiram”.

Marta Almeida Carvalho

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