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Casa Moreira

Casa Moreira

Situada na histórica Rua de Fernandes Tomás, número 500, a Casa Moreira é muito mais do que uma simples loja de artigos em couro e pele. Com um legado que remonta às suas origens durante a Segunda Guerra Mundial, este estabelecimento familiar tornou-se um marco no mercado tradicional do Porto, graças à sua qualidade artesanal e compromisso com a excelência.

Fundada por um habilidoso fabricante de malas que fornecia os soldados durante o conflito mundial, a Casa Moreira passou para as mãos do seu filho, Hélder Manuel Cardoso Moreira. 

Desde há umas décadas para cá, Hélder tem mantido viva a tradição familiar, preservando os métodos artesanais e a qualidade dos produtos que tornaram a Casa Moreira conhecida e respeitada.

Além da produção e reparação de malas de viagem, pastas, carteiras, cintos, guarda-chuvas e bengalas, a Casa Moreira também se destaca pela sua habilidade em trabalhar com materiais de alta qualidade e pela atenção meticulosa aos detalhes.

Os turistas têm sido uma grande ajuda a manter o negócio vivo

Esta dedicação à qualidade técnica e estética atrai uma clientela diversificada, no entanto o proprietário refere que têm sido os estrangeiros que ainda vão mantendo esta loja em funcionamento.

O nome “Casa Moreira” não é apenas uma designação, mas sim um testemunho do compromisso e do trabalho árduo da família que o carrega. Originado de uma sociedade tripartida entre o fundador, o seu pai e um sócio, a Casa Moreira rapidamente se tornou sinónimo de excelência e confiabilidade no mercado portuense.

Ultimamente, a Casa Moreira tem enfrentado inúmeros desafios, desde as mudanças nas tendências de consumo até à evolução do cenário urbano da cidade. O crescimento do comércio eletrónico e o surgimento de grandes cadeias comerciais representam ameaças constantes ao comércio tradicional, exigindo da Casa Moreira uma capacidade contínua de adaptação e inovação.

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Um dos destaques da Casa Moreira tem sido a capacidade de sobrevivência

No entanto, a Casa Moreira permanece resiliente, encontrando maneiras de se destacar num mercado cada vez mais competitivo. No entender do responsável pelo espaço, o que o distingue é mesmo a capacidade de sobrevivência.

A inclusão da Casa Moreira no programa Porto de Tradição é um reconhecimento merecido do seu papel como guardiã do património cultural e comercial da cidade. Apesar dessa inclusão não resolver os grandes problemas que o comércio local tem sentido, este programa proteção em questões de arrendamento, por exemplo.

A história já vai longa, mais concretamente deste 1957. No entanto, o proprietário acredita que o negócio vai deixar a família, assim que o próprio decidir aposentar-se. Isto porque os seus descendentes seguiram caminhos distintos, que em nada se cruzam com o comércio local.

Em entrevista à VIVA, o proprietário do espaço recorda o espanto que muitos turistas sentem ao visitar a casa. O próprio conta uma história de uma cliente francesa, que se mostrou encantada com a Casa Moreira.

“No outro dia, uma francesa ficou encantada porque viu aqui um tabuleiro que eu fiz para um hotel que é ao lado de onde a senhora mora. Ela pediu para tirar fotografias. Também mostrei outros artigos que fiz para marcas conceituadas. Os franceses têm aquela nostalgia, porque existiam muitos ateliers parecidos a este em França. Isso já acabou tudo” – refere o responsável pela loja histórica.

O próprio ainda acrescenta que “temos malas e artigos muito específicos, até ourivesaria, e fazíamos malas por exemplo para EDPs, câmaras e serviços desse género. Estas serviam, por exemplo, para transporte de aparelhos caríssimos. Fazemos algumas peças para clientes do Norte da Europa, coisas de elevada qualidade”.

O proprietário relata histórias de malas fabricadas na Casa Moreira que, passados 30 anos, ainda continuam como novas. Isso é prova viva de que, ainda que os tempos mudem, na Casa Moreira, uma coisa é certa: a qualidade é a mesma de sempre.

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PD- Revista Sabe bem