Recheio 2023

Casa Crocodilo

Casa Crocodilo

De portas abertas no centro da cidade do Porto desde 1947, a primeira loja de Tomás Almeida Coutinho, que era sapateiro, foi na Rua Chã. Segundo conta André Coutinho, o seu avó viveu uma história engraçada relacionada com o estabelecimento, que só abriria com este nome em 1948, num outro local.

“Enquanto ainda estava na primeira loja apareceu uma cliente que lhe queria vender um crocodilo. Ele, curioso, foi até à casa dela na Avenida da Boavista e estava lá, no jardim, um crocodilo embalsamado, que esta tinha sido trazido do Brasil”.

O seu avô comprou-o e decidiu colocá-lo no chão do estabelecimento, mas devido à falta de espaço e tamanha curiosidade dos clientes passou-o para o teto. Foi aí que Tomás percebeu que a loja era pequena e decidiu então abrir um espaço na Rua de Cimo de Vila, com o nome «Casa Crocodilo».

Foto: Shop in Porto

A partir desse momento esta foi uma loja que sempre se dedicou à venda de couros e cabedais, sendo atualmente mais conhecida pelos arranjos, comercialização de cintos, carteiras, pantufas, chinelos de praia, entre outros.

José Rodrigues, um dos funcionários mais antigos da casa, revela que costumam receber todo o tipo de clientes desde os mais antigos que continuam a procurar o estabelecimento até aos turistas.

“Os antigos clientes continuam a vir cá, obviamente, porque sabem as coisas que temos, mas também aparecem muitos turistas que entram na loja e fazem-nos vender outro tipo de coisas, como as sandálias e socas”.

Na opinião de José várias coisas mudaram ao longo dos anos como o facto de antes existirem alguns artigos e nos dias de hoje não. “Noutros anos vendíamos determinadas formas de sapatos porque havia montes de gente que fazia sapatos, agora nem sapateiros para fazer sapatos, nem formas já existe no mercado”, relata.

“Havia um certo tipo de tintas que tínhamos em loja, que os engraxadores usavam muito, e desapareceu”, acrescenta, garantindo que apesar das várias mudanças, “a maneira de vender e atender os clientes não se alterou”.

No que toca a histórias engraçadas o funcionário afirma que viveu algumas, uma boa parte proporcionadas pela existência do crocodilo de 5 metros suspenso no teto.

“Uma vez estavam aqui duas senhoras e uma delas quando viu o crocodilo no teto saiu porta fora, porque pelos vistos tinha fobia a esse tipo de animal e acabou por se assustar mesmo a sério. Outra foi quando o Porto foi campeão, em 1978, e nós tivemos a ideia de colocar o crocodilo em cima da carrinha. Estávamos mesmo a ver que já não chegávamos aqui com o crocodilo”.

Para André Coutinho, que se juntou ao negócio de família na altura da pandemia, aquilo que distingue esta loja histórica é a autenticidade, qualidade dos serviços e produtos, bem como o tratamento com o cliente.

Reconhece a importância do apoio da Câmara Municipal do Porto através do programa “Porto de Tradição”, e espera que o negócio continue com perspetivas positivas para o futuro.

Casa Crocodilo
Rua de Cimo de Vila 63, Porto
Contacto 22 200 0318

PUB
www.pingodoce.pt/folhetos/?utm_source=cm&utm_medium=cpc&utm_term=leaderboardmobile&utm_content=etaobompouparassim&utm_campaign=institucional