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Camisola poveira é certificada após polémica

Camisola poveira é certificada após polémica

A camisola poveira, peça de vestuário típica da Póvoa de Varzim, vai ser certificada, ficando assim definidas as especificações e processo de manufatura desta peça artesanal.

A Câmara Municipal afirma que este se trata de um evento que “se reveste de extrema importância” para o concelho, “uma vez que é o culminar de um processo que visa a preservação” das “tradições históricas locais”.

Recorde-se que o processo de certificação da camisola poveira, promovido pela autarquia, foi desencadeado pelo facto de uma estilista norte-americana ter lançado na sua coleção uma “cópia” desta camisola típica da comunidade piscatória poveira, como um artigo de inspiração mexicana.

A polémica chegou às redes sociais e, entretanto, a estilista admitiu o erro e retirou o artigo da sua loja online, pedindo desculpa à Póvoa de Varzim e às suas artesãs.

Através desta certificação fica definido que a “camisola poveira tem formato retangular de mangas compridas, com uma gola em estilo «mandarim» e um decote de abertura simples, o qual é fechado por um ou três cordões feitos com o mesmo material da camisola” e que os motivos bordados na estrutura da camisola “são fundamentalmente dispostos na parte frontal, assim como nas mangas, e de forma residual também nas costas”.

De forma a garantir a originalidade e o reconhecimento generalizado do produto, as matérias-primas usadas na produção da peça também ficaram definidas, sendo apenas autorizado a utilização de fio 100% de lã de ovino e permitido fio composto de lã de ovino, de algodão ou e de fibras sintéticas, em percentagens variáveis, para os tradicionais bordados.

Quanto às cores permitidas essas são as “usadas tradicionalmente e com maior frequência (tom natural da lã na camisola e o vermelho e preto nos bordados)”, ainda que também exista “a possibilidade do uso de cores mais escuras na camisola, com o correspondente ajustamento das cores dos bordados”.

Estas peças de vestuário têm ainda de ser feitas em “tricot” ou com uma máquina de tricotar doméstica, enquanto os bordados terão de ser feitos em ponto de cruz.

Foto: Câmara Municipal Póvoa do Varzim

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