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Recheio 2024 Institucional

Biblioteca de Miguel Veiga doada à Câmara do Porto

Biblioteca de Miguel Veiga doada à Câmara do Porto
A viúva de Miguel Vieira, advogado e figura histórica do PSD, decidiu doar à Câmara do Porto a biblioteca com mais de 20 mil livros, que inclui também obras do pai, Luís Veiga.

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A proposta de doação, que deverá ser aprovada na reunião do executivo de terça-feira, prevê que uma parte dos mais de 20 mil livros esteja “efetivamente” acessível ao público no prazo de cinco anos. Caso a autarquia não consiga cumprir essa cláusula, a doação ficará sem efeito, revela o jornal Público.
A biblioteca de Luís e Miguel Veiga inclui obras “ligadas à literatura e às artes, ao pensamento ou à política, em língua portuguesa e estrangeira, que em termos cronológicos abarca a parte final do século XIX, todo o século XX e princípios do actual e que integra preciosidades bibliográficas como revistas literárias do princípio do século passado, ou primeiras edições de vários autores portugueses”, lê-se na proposta assinada pelo presidente da câmara, Rui Moreira.
A autarquia considera o espólio como sendo de “uma enorme relevância” e compromete-se a “assegurar as condições de tratamento documental da coleção, incluindo a catalogação de todas as obras que passarão a integrar o catálogo coletivo das Bibliotecas do Porto, garantindo que a respetiva descrição bibliográfica menciona que provêem da Biblioteca Luís e Miguel Veiga e que todas as obras que compõem a doação são marcadas com um ex-libris que identifica a coleção”, lê-se no documento.
“Pela sua dimensão o pelo valor patrimonial, e também pela circunstância de ter sido constituída por duas figuras notáveis ligadas à cidade do Porto, o município reconhece a enorme mais-valia que esta doação representa no enriquecimento das coleções bibliográficas disponíveis à leitura para o público em geral”, refere ainda.
Na reunião de terça-feira deverá ser também aprovado o lançamento de um concurso de apoio ao empreendedorismo, inovação e tecnologia, que tem como objetivo “estimular a cultura empreendedora através de uma comunidade mais dinâmica e ativa, aumentar as oportunidades de ‘networking’ e fontes de conhecimento”, bem como a “dinamização da comunidade tecnológica, ‘startup’ e ‘scaleup’ da cidade”. “Podem concorrer “quaisquer pessoas coletivas, nacionais ou estrangeiras, com delegação ou sede no concelho do Porto, já constituídas juridicamente”.

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