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AVC ou enfarte agudo do miocárdio: Sabe como se distinguem?

AVC ou enfarte agudo do miocárdio: Sabe como se distinguem?

Em Portugal, as principais responsáveis pela elevada taxa de mortalidade e que ainda parecem difíceis de distinguir são o enfarte agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC). Porém, as doenças cardiovasculares não afetam apenas o coração, afetam também os vasos sanguíneos e os diferentes órgãos do nosso corpo.

No caso do AVC, estamos perante um caso onde o sangue não consegue chegar a uma determinada parte do cérebro, quando existe uma obstrução numa das artérias do cérebro (AVC isquémico) ou então quando existe um rompimento destas estruturas (AVC hemorrágico), resultando numa hemorragia intracerebral.

Este problema, que é considerado a principal causa de morte em Portugal, tem sintomas muito característicos e incapacitantes. Se está perante uma situação de dor de cabeça e dificuldade motora anormal numa região do corpo, acompanhada por rosto assimétrico, como o caso da sobrancelha descaída ou boca torta, poderá estar a sofrer de um AVC.

É possível ainda sentir dificuldade em comunicar, raciocinar, ver e até perder a sensibilidade do corpo às temperaturas, sinais que devem fazê-lo pedir socorro imediatamente, visto que a rapidez no tratamento determina se irá sobreviver e a gravidade dos danos com que irá ficar, devido às lesões nas células do cérebro.

Já o enfarte agudo do miocárdio, mais conhecido por ataque cardíaco, não ocorre no cérebro, mas sim no coração. Nesta situação, existe a interrupção do fluxo de sangue para este órgão, devido ao bloqueio de uma das artérias que transporta oxigénio. Aqui o sinal mais evidente é a dor intensa no peito, que pode ser acompanhada por náuseas e vómitos, falta de ar, suores e tonturas. Como no AVC, deve pedir auxílio médico o mais rapidamente possível, ligando para o 112.

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Para evitar estas emergências médicas, que se manifestam de forma repentina e que deixam danos permanentes associados a quadros de incapacidade, é essencial apostar em comportamentos preventivos, tais como:

  • Eliminar os hábitos tabagísticos;
  • Moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Evitar o sedentarismo, praticando exercício físico de forma regular;
  • Optar por dietas equilibradas pobres em gorduras, açúcar e sódio.

Com o passar dos anos, é crucial que também controle o seu histórico familiar e meça a sua pressão arterial regularmente, visto que a hipertensão arterial é outro dos grandes fatores de risco, assim como o colesterol elevado e a diabetes.

Não deixe para amanhã as mudanças que pode fazer hoje nos seus comportamentos. Atualmente, ter uma vida saudável e equilibrada é um desafio, mas está na altura pensar na sua saúde e no seu bem-estar. 

João Brum Silveira
Coordenador Nacional do Stent Save a Life e da Campanha Cada Segundo Conta (APIC)

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