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ATACA: a associação que dá vida a crianças africanas

ATACA: a associação que dá vida a crianças africanas

Associação de Tutores e Amigos da Criança Africana (ATACA). Assim se designa esta associação de solidariedade portuense, criada em 2006, por um grupo de amigos que, depois de fazer uma missão de voluntariado num orfanato em Moçambique, acreditou que poderia dar continuidade ao apoio que tinha prestado às crianças e jovens que lá conhecera. Do sonho até à transformação em realidade passou algum tempo, o suficiente para amadurecer ideias, pensar no projeto ao pormenor e encontrar cidadãos que aceitassem tornar-se tutores e financiar, mensalmente, as despesas de educação e sobrevivência de cada uma das crianças que iriam apoiar…

Mas, como escreveu o escritor Ralph Waldo Emerson, “nada se obtém sem esforço”, e, volvidos praticamente 15 anos, a ATACA transformou-se num projeto de verdadeiro sucesso. “Contribuir para um melhor e mais responsável desenvolvimento humano” é o principio orientador da ATACA, que conta, hoje, com o apoio de mais de mil tutores e 30 voluntários.

De um projeto destinado a apoiar crianças e jovens num orfanato em Quelimane, Moçambique, esta Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) foi alargando a sua intervenção às comunidades circundantes e chegou, em 2018, a Guiné-Bissau, com “projetos que poderão crescer bastante no futuro”, contou à VIVA! Inês Vouga, colaboradora da associação.

No terreno tem, atualmente, em vigor dois projetos: o Projeto Tutor à Distância (PTàD) – implementado em Moçambique e Guiné-Bissau -, que visa “mobilizar cidadãos portugueses para se tornarem tutores de uma criança ou jovem africano em situação vulnerável pelo período mínimo de um ano”, com o objetivo de “minimizar situações de pobreza e garantir uma formação escolar o mais completa possível”; e o “Ataquinho – Programa de Bolsas de Estudo”, direcionado para a continuação dos estudos e formação no ensino técnico, secundário e universitário. “Qualquer pessoa pode associar-se ao programa financiando uma bolsa de estudo anual para um jovem, com um donativo feito de uma só vez no ano, a partir de 50 euros”, explica a colaboradora, adiantando que a bolsa cobre despesas como propinas, fotocópias, uniformes, kit de material escolar e inscrição na biblioteca.

Quer através de um quer do outro, os tutores tornam-se parte ativa da vida destas crianças e jovens, passando a receber informação regular do terreno, como fotografias, cartas, vídeos, testemunhos e notas escolares.

“Numa lógica de pay it forward, isto é, de «devolverem» o apoio que receberam, os bolseiros universitários dão explicações semanais às crianças e jovens dos orfanatos, lares e escolas apoiados pela ATACA”, revela ainda Inês, visivelmente orgulhosa do trabalho prestado pela equipa, onde o “peso do voluntariado é muito significativo”.

Promover a construção de projetos de vida sustentáveis junto de crianças, jovens e adultos provenientes de contextos vulneráveis nos países africanos, garantindo-lhes melhores oportunidades de educação e desenvolvimento integral é, assim, a grande missão da ATACA, que procura “contribuir para o desenvolvimento de comunidades onde as crianças possam crescer felizes e com melhores oportunidades”.

“Já conseguimos apoiar cerca de 900 crianças e jovens, tendo cada um deles sido acompanhado, em média, ao longo de cinco anos. Atualmente, contribuímos para melhorar as condições de vida de cerca de 600 crianças que frequentam as escolas, lares e orfanatos apoiados pelo Projeto Tutor à Distância (PTàD) e temos 30 bolsas de estudo atribuídas a jovens”, congratula-se a colaboradora.

Sobre o que ainda falta fazer, Inês não tem duvidas: ainda há um longo caminho a percorrer. “Gostaríamos de chegar a zonas mais remotas em Moçambique e na Guiné-Bissau, onde sabemos que as oportunidades de educação não são uma realidade tão presente como nas zonas urbanas. E desenvolver novos projetos que contribuam para fortalecer não só o acesso à educação, mas também a qualidade do ensino e as condições de aprendizagem e acompanhamento das crianças e jovens”, sublinha.

Outra das vertentes em que a ATACA pretende crescer é também na capacitação e envolvimento dos jovens em ações de mudança social nas suas comunidades, “um caminho já iniciado em Moçambique e que tem dado bons frutos”.

Na base deste sucesso estão as várias entidades locais, que “são a base de atuação da ATACA nas comunidades que apoia” e uma vasta equipa de voluntários, que se dedica de corpo e alma ao mesmo objetivo: transformar sorrisos nas crianças e jovens africanas.

Os interessados em voluntariar-se para ajudar esta associação, podem fazê-lo através do formulário disponível na página oficial da ATACA ou através do contacto telefónico 917150728.

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