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As férias dos portugueses

As férias dos portugueses

Este ano, as férias estão condicionadas pela covid-19. O ano passado assim foi e, agora, com a possibilidade de uma nova vaga, exigem-se algumas cautelas.

Depois do duplo isolamento, a maioria dos portugueses sente-se farto de estar no mesmo sítio e precisa de espairecer. Todavia, o medo e o seu subconsciente não lhes permitem fazê-lo como gostariam. Por isso, fazer férias em Portugal, deslocando-se de carro é sempre uma boa opção.

Não tenho dúvidas que os portugueses vão fazer férias pelo nosso Portugal. São, regra geral, medricas e pensam que se algo lhes acontecer há sempre um médico, uma enfermeira e um hospital que os ajude. Estando em Portugal é mais fácil serem atendidos e tratados.

A forma de deslocação escolhida será, indubitavelmente, o automóvel, além da opção por locais mais bucólicos e com menos gente. O Alentejo vai encher-se, quer no seu interior, quer as suas belas praias, mas também as praias a norte do Porto, apesar de frias e ventosas. O Algarve é sempre o local mais apetecível pelo seu clima, mas os índices de contágio não são convidativos.

Afinal, a vida tem que continuar e não podemos ficar à espera de ter o vírus. Temos é que viver com as devidas precauções, evitar contagiar e ser contagiados.

A máxima de vida, depois desta pandemia, é habituarmo-nos a viver com o vírus. A covid-19 já faz parte das nossas vidas pelas piores razões, mas é importante ir de férias e mostramos ao vírus que ele não nos domina.

Eu respeito o vírus, sou educado com o vírus, mas não sou subserviente. Uma das formas de pormos o vírus no lugar dele é mostrarmos personalidade.

Ao não nos deixarmos intimidar ele pensará duas vezes em atacar. A personalidade passa por cuidarmos da nossa higiene, da nossa forma física, ter uma boa alimentação e não deixarmos de fazer o que achamos que devemos fazer, com a distância física de dois metros e protegidos com máscara. Ah e não esquecer de tomar a vacina!

Gosto de conhecer novos locais, de calor.  Posso não ir a um bar ou a uma discoteca, mas vou beber algo a uma esplanada.

Tenciono frequentar a praia e dar uns mergulhos. Se vir muita gente venho-me embora, não é preciso um semáforo a dizer-me o que devo fazer, já o fazia antes da covid-19.

Com a idade gosto de sossego e privilegio espaços com menos gente, que se tornam mais aprazíveis.

Afinal, o vírus com o calor e os raios solares tem mais dificuldade transmitir-se.

Evito a todo o momento pensar no vírus e deixo fluir a vida. Mesmo com este vírus, tenho procurado ter uma vida normal e feliz.

Joaquim Jorge
Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores  

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