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Artistas Unidos regressam ao TNSJ com “A Noite da Iguana”

Artistas Unidos regressam ao  TNSJ com “A Noite da Iguana”

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O espetáculo “A Noite da Iguana” fecha, por parte da companhia dirigida por Jorge Silva Melo, um ciclo de quatro peças dedicadas a Tennessee Williams .

“A Noite da Iguana”, de Tennessee Williams, estreou-se na Broadway em 1961, e foi considerado o último sucesso de crítica e bilheteira do dramaturgo norte-americano – com Margaret Leighton e Bette Davis nos papéis principais –, uma espécie de “canto de cisne” de uma carreira que a partir daquele ponto seria marcada pela incompreensão. Os Artistas Unidos e Jorge Silva Melo fecham, com este texto, o ciclo de quatro espetáculos – três dos quais foram coproduzidos pelo Teatro Nacional São João (TNSJ) –  dedicados ao universo de Tennessee Williams. A peça, que se estreou há duas semanas no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, estará em cena no TNSJ, de 9 a 26 de fevereiro.
Tennessee Williams acabaria por caracterizar “A Noite da Iguana” como “um poema dramático mais que uma peça (e por isso) condenado a pertencer a formas de expressão metafóricas”. É assumido que o autor revela mais dele próprio nesta peça do que em qualquer trabalho anterior, com o acréscimo de, ao contrário da maioria das obras, o espetáculo terminar com uma nota positiva e esperançosa, como se fosse possível chegar inteiro ao fim de uma viagem “que as pessoas assombradas e deprimidas se veem forçadas a fazer pelo lado obscuro da sua natureza”.
Consta que a inspiração partiu de uma viagem de Williams ao México no verão de 1940, após o fim de um caso amoroso. A queda de Paris era iminente e Londres era bombardeada. Nazis habitavam o quarto ao lado do dramaturgo e esta contextualização acaba também por ser referenciada no espetáculo, com o aparecimento de alguns alemães felicíssimos, de toalha de praia e calções de banho.
Em “A Noite da Iguana”, encontramos uma modesta pensão junto ao mar, na costa do Pacífico. Um ex-pastor, Shannon (Nuno Lopes) no limiar de um colapso nervoso, que assume a função de guia às mulheres Baptistas e vive com a dúvida religiosa, o seu “fantasma” (o espectro da doença mental), o seu alcoolismo e o seu insistente desejo sexual por raparigas menores de idade.
Uma viúva, Maxine (Maria João Luís), é quem se ocupa do hotel. E surge uma pintora amadora Hannah (Joana Bárcia) que tenta vender os seus quadros, enquanto passeia o seu avô moribundo Nonno (Américo Silva) de hotel em hotel, sem dinheiro. E uma iguana presa grande parte do tempo e que se vai soltar naquela noite: um gesto de humanidade/liberdade do protagonista? Fica no ar a pertinente questão.
“A Noite da Iguana” resulta de uma coprodução dos Artistas Unidos, São Luiz Teatro Municipal e TNSJ. O espetáculo pode ser visto de quarta-feira a domingo: quarta-feira, às 19h00; de quinta-feira a sábado, às 21h00; e aos domingos, às 16h00. Os preços variam entre os 7,50 euros e os 16 euros.
A sessão de dia 19 de fevereiro contempla tradução em Língua Gestual Portuguesa e audiodescrição, reforçando a aposta do TNSJ de tornar os espetáculos passíveis de serem acompanhados por todos os públicos.

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