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Arquivo Distrital disponibiliza registos da diretora da Casa da Roda do Porto

Arquivo Distrital disponibiliza registos da diretora da Casa da Roda do Porto
O Arquivo Distrital do Porto (ADP) apresenta na quinta-feira o projeto “Partes da Diretora”. Trata-se de um conjunto de documentos, disponíveis para consulta pública, com informação sobre a Casa da Roda do Porto/Hospício dos Expostos do Porto.

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O projeto, que constitui uma “nova área de trabalho” do ADP, foi cofinanciado pela Fundação Calouste Gulbenkian e reúne 6.063 processos, constituídos pelos relatórios diários que a diretora da Casa da Roda enviou aos responsáveis pela instituição, entre 1813 e 1884 (com algumas lacunas cronológicas), bem como bilhetes e mais de “500 sinais”, objetos deixados com as crianças e que alegadamente serviriam para as identificar mais tarde.
Maria João Pires de Lima, diretora do ADP, referiu que o projeto inclui um vasto conjunto de documentos que pertenciam à Assembleia Distrital do Porto e que se encontravam em más condições.
Com a aprovação do projeto foi possível contratar recursos humanos e adquirir material de conservação e restauro adequado para garantir as condições necessárias à estabilidade físico-química e às exigências individuais de todos os materiais.
“Cada um dos relatórios [da diretora da instituição] é muito rico”, realçou, acrescentando que foi preciso um ano para a concretização do trabalho.
Na quinta-feira, a par da disponibilização deste novo arquivo, o ADP vai promover uma conferência que incluirá uma contextualização sobre as memórias da instituição, seguindo-se a apresentação técnica do projeto “Partes da Diretora”.
Parte da diversidade de materiais que foram tratados no âmbito deste projeto e outros livros sobre a Casa da Roda, vão estar acessíveis ao público a partir de quinta-feira, e até ao dia 6 de novembro, sendo a entrada livre.
O projeto “Partes da Diretora” pode ser consultado na área de pesquisa da página na internet do ADP.
Com o objetivo de dar refugio e amparo às crianças abandonadas, foi criada, em 1680, a Casa da Roda do Porto. Com o passar do tempo foi ganhando novas competências, como “a lactação dos não-enjeitados e a criação de crianças, que apesar de não terem sido abandonadas voluntariamente, adquiriram a condição de expostas”.
Em 1865 a instituição foi denominada Hospício dos Expostos do Porto, mantendo-se sob administração da Câmara Municipal do Porto. Em 1879, a Junta Geral do Distrito tomou posse da instituição.

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