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APDL e ANTRAM assinam protocolo para descarbonização dos portos de Leixões e Viana do Castelo

APDL e ANTRAM assinam protocolo para descarbonização dos portos de Leixões e Viana do Castelo

O acordo prevê a interdição, a partir de 1 de janeiro de 2021, da entrada e circulação das viaturas pesadas mais poluentes dentro dos portos de Leixões e Viana do Castelo, o que vai representar uma “diminuição de 50% da poluição”.

O protocolo entre a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) foi assinado quarta-feira e surge na sequência da decisão de interditar a entrada e circulação de viaturas Euro I, II, III e IV nos portos de Leixões e Viana do Castelo, já a partir de dia 1 de janeiro de 2021.

Haverá um período de transição para as viaturas que, a 31 de dezembro deste ano, estejam já registadas nos respetivos portos. Assim, para os camiões EURO I e II, os classificados como mais poluentes, este período será de 24 meses e as viaturas EURO III e IV terão 36 meses para a adaptação.

Segundo indica a APDL, diariamente entram no Porto de Leixões mais de 1500 viaturas de transporte de mercadorias, que libertam um total de 1,189 toneladas de CO2 para a atmosfera, sendo cerca de 27 % das viaturas pesadas classificadas como EURO I, II, III e IV.

O acordo prevê ainda a redução dos tempos das operações, nomeadamente o levantamento e entrega de contentores marítimos ou outras mercadorias, “contribuindo para a diminuição da emissão de gases para a atmosfera e para a redução da emissão de ruído provocado pela circulação e pela atividade de camiões dentro da área portuária”, assinala a APDL.

A APDL tem vindo a implementar uma série de medidas com vista à melhoria da qualidade do ar na área portuária e, consequentemente, nas áreas envolventes, minimizando os impactos da sua atividade nas cidades e implementando as melhores práticas na gestão dos recursos, de modo a reduzir a pegada ambiental dos seus portos.

Para Luísa Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, “a assinatura de um protocolo que pretende reduzir substancialmente as emissões de Gases com Efeito Estufa que contribuem para as Alterações Climáticas e o impacto ambiental de uma infraestrutura tão proeminente e relevante como é o Porto de Leixões, traz consigo, não só a melhoria das condições de vida dos nossos cidadãos, como um sinal importante de que este motor económico de Matosinhos está em linha com os objetivos do município de cumprir com as metas de descarbonização da economia”.

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