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António Ferreira diz que hospitais iguais ao São João gastariam mais 138 ME para resultados iguais

António Ferreira diz que hospitais iguais ao São João gastariam mais 138 ME para resultados iguais

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O CHSJ “tem cumprido a sua missão com níveis de eficiência incomparáveis com hospitais semelhantes no resto do país”, assegurou António Ferreira.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de São João (CHSJ), António Ferreira, garantiu esta quarta-feira que a instituição não foi privilegiada e que outras unidades hospitalares da mesma dimensão precisariam de mais 138 milhões de euros para atingir a sua produção.
O responsável falava na Comissão Parlamentar de Saúde, no âmbito da demissão de 66 diretores do hospital, e atribuiu o mérito dos resultados da instituição aos seus profissionais. De acordo com Ferreira, mesmo com menos dinheiro, o CHSJ “tem cumprido a sua missão com níveis de eficiência incomparáveis com hospitais semelhantes no resto do país”. “Para tratar os doentes que o São João trata, a preços que outros praticam, o hospital teria de gastar mais 81,4 milhões de euros”, realçou. Por outro lado, Amaro Ferreira, vogal do conselho de administração do CHSJ com o pelouro das finanças, afirmou aos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde que se os outro cinco hospitais, que pertencem ao mesmo grupo do São João, tratassem os doentes ao mesmo custo, o Estado teria poupado 185 milhões de euros em 2013.
No que diz respeito às razões que estiveram na origem da demissão em bloco dos dirigentes do São João, António Ferreira defendeu que existiam duas questões: conjunturais (necessidades do momento) e estruturais. Entre as situações conjunturais, o responsável destacou a carência de profissionais, nomeadamente assistentes operacionais. Margarida Tavares, igualmente da administração do CHSJ, pormenorizou estes valores, indicando que dos 21 médicos solicitados desde outubro de 2013, tiveram autorização para 14, faltando ainda sete. Em relação à situação atual, que terá levado as chefias a recuarem na intenção de se demitirem, o gestor disse que está assinado o contrato-programa, no valor proposto pelo CHSJ no início das negociações, está em curso a contratação de médicos e assistentes operacionais, foi dado andamento ao plano estratégico e está em discussão o plano de negócios do Centro Hospitalar.

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