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AMP: passe família pode entrar em vigor em janeiro

AMP: passe família pode entrar em vigor em janeiro

O presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP) revelou sexta-feira que o passe família poderá entrar em vigor em janeiro de 2020, já que está em curso um processo negocial para reforço da comparticipação do Governo.

“O que nós estamos a fazer com o passe família é, verdadeiramente, estudar. Resolvemos a parte burocrática, que dizia respeito ao modelo de implementação. Temos agora as questões financeiras para acordar. E, se houver, como nós esperamos da parte do Governo, e é um processo que está em curso, a comparticipação adicional que nós solicitámos, o passe família entrará em vigor a partir de 01 de janeiro”, disse sexta-feira Eduardo Vítor Rodrigues, citado pela Rádio Nova, à margem da reunião do Conselho Metropolitano do Porto (CmP).

“Eu acredito piamente que vai haver financiamento. Agora, eu não posso dizer que, se não houver financiamento do Estado, os municípios resolvem. Isso seria anular o processo negocial. Mas, também posso dizer que temos dado suficientes indicações de que temos um verdadeiro interesse no assunto e de que, num contexto em que recebemos 16 ou 17 milhões de euros de financiamento e de comparticipação dos municípios, não é por um milhão que as coisas ficarão mal”, acrescentou o presidente da AMP, salientando que “a seu tempo” vai haver boas notícias.

Eduardo Vítor Rodrigues explicou que, em virtude de problemas decorrentes da aquisição de validadores por duas empresas que operam em alguns concelhos e que a AMP tem cofinanciado, o impacto financeiro da implementação deste título tem de ser devidamente acautelado

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Para o também autarca de Vila Nova de Gaia, “o passe família nunca foi o alfa e o ómega da AMP”, não por não ser prioritário, mas por se entender que os riscos são maiores que os benefícios.

“Nós temos uma realidade pela seguinte estrutura: um passe metropolitano de 30 ou 40 euros, um passe sub13, no mínimo, em alguns municípios sub15 e até sub18 para jovens, um desconto para o passe sénior, aquilo que fica para o passe família é muito reduzido do ponto de vista do impacto económico, ou seja, não expectável e é até demagógico imaginar que o passe família vai significar um ganho extraordinário. Claro que, para as famílias abrangidas que serão poucas, é um ganho, mas não é uma questão estrutural, nem é uma questão estratégica”, explicou.

Neste momento, refere Eduardo Vítor Rodrigues, os municípios estão preocupados “em compensar a STCP [Sociedade Transportes Colectivos do Porto], compensar os operadores privados, financiar o PART [Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes] e garantir o financiamento do Estado para 2020”.

“Aquilo que temos em cima da base é um reforço de financiamento, não muito significativo. Neste momento, praticamente não temos desvio nenhum relativamente ao que foi calculado. (…) Com um aumento de 30% de novos clientes no sistema, nós estamos em condições de dizer que somos capazes de nos autofinanciar com o aumento da procura, mas necessitamos de cofinanciamento adicional do governo”, disse, frisando que acredita que vai haver “boas notícias”.

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