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Águia-cobreira reabilitada pelo Parque Biológico de Gaia

Águia-cobreira reabilitada pelo Parque Biológico de Gaia

Uma águia-cobreira foi recolhida na Póvoa de Varzim, em em novembro de 2020, e entregue pela brigada do ambiente do SEPNA de Matosinhos, no Centro de Recuperação de Fauna do Parque Biológico de Gaia (CRF-PBG).

A ave foi encontrada num estado de magreza e debilidade e foi no do Centro de Recuperação de Fauna que a mesma foi estabilizada clinicamente com fluidoterapia endovenosa e, lentamente, voltou a ganhar peso e forças.

Após ficar bem clinicamente, iniciou treinos de voo com o objetivo de recuperar a musculatura perdida, numa instalação exterior de grandes dimensões. Todo o processo teve a supervisão do CRF-PBG, que mais tarde, com a evolução da ave, esta foi devolvida à natureza.

Esta ave de rapina, é de grande porte, com uma aparência desengonçada, com as asas largas e compridas, a cauda curta e a cabeça grande e conspícua. O ventre e a face inferior das asas são claros, contrastando com a cabeça escura na maioria dos adultos, tendo os juvenis a cabeça clara.

A águia-cobreira pode ser vista um pouco por todo o país, sendo um pouco mais frequente no interior que no litoral:

Entre Douro e Minho: pouco comum na região, pode ser observada com regularidade na serra da Peneda e nas serras de Fafe.

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Trás-os-Montes: os melhores locais para ver esta águia são a serra do Gerês e a região de Miranda do Douro. A espécie também ocorre em Picote e Barca d’Alva e na serra do Alvão.

Litoral centro: escassa nesta região, as melhores probabilidades de observação encontram-se na serra de Aire, na serra de Sicó e na zona de Alvaiázere / Ansião.

Beira interior: na Beira Alta a águia-cobreira é regular nas zonas raianas de Riba Côa e Sabugal. Por vezes também aparece na albufeira de Santa Maria de Aguiar e na serra da Estrela. Já na Beira Baixa é uma espécie frequente na campina de Idanha, na zona de Segura e no Tejo Internacional.

Lisboa e Vale do Tejo: pode ser vista no estuário do Tejo (Pancas), na zona de Tomar e na serra da Arrábida.

Alentejo: ocorre no estuário do Sado, embora nesta zona seja pouco comum. É bastante mais fácil encontrá-la no interior alentejano, por exemplo nas zonas de Marvão, Castelo de Vide, barragem da Póvoa, Mourão e Mina de São Domingos.

Algarve: a melhor área para observar esta espécie durante a época reprodutora é a serra do Caldeirão; ocorre também na serra de Espinhaço de Cão e, por vezes, no planalto do Rogil; já durante a passagem migratória outonal pode ser vista com regularidade junto ao cabo de São Vicente.

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