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Agressões domésticas aumentam

Agressões domésticas aumentam

A subida dos números no verão pode explicar-se “por haver mais tempo do agressor e da vítima em casa e daí haver mais violência”, avança o responsável da APAV, adiantando que a crise também contribui para o problema.
“Ainda que não exista uma relação causa-efeito, a crise financeira também pode levar a violência”, referiu João Lázaro, lembrando que “a pressão económica e a falta de trabalho são situações que podem proporcionar mais um fator que leva à agressão e aos atritos”.
Um relatório realizado pelo Observatório das Mulheres Assassinadas indica que, só no primeiro semestre deste ano, foram mortas 20 mulheres em contexto conjugal. O diretor executivo da APAV admite que a subida “é preocupante”, mas sublinha o fenómeno do aumento da violência dos crimes. “Os crimes estão a tornar-se mais violentos, as metodologias estão mais violentas e isso reflete-se na área da violência doméstica”, disse. “Assim como a criminalidade violenta de assaltos utiliza novos meios e metodologias, atualmente vê-se um grau maior de sofisticação – se assim se pode dizer – nos meios utilizados” na violência doméstica, explicou João Lázaro. O aumento da violência passa não só pelas armas usadas, sejam elas armas brancas ou toalhas molhadas retorcidas, mas também pelos métodos de agressão.

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