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Adoção de animais cresce com a pandemia

Adoção de animais cresce com a pandemia

A pandemia fez crescer a adoção de animais em Portugal. A conclusão é de um estudo da Fixando, que revela que 32% dos portugueses adotaram um animal desde que surgiu o novo coronavírus. 

De acordo com o inquérito, realizado junto de 14.600 utilizadores da plataforma, a maioria dos inquiridos (57%) revela que a pandemia teve um impacto positivo no comportamento dos seus animais. Uma parte igualmente significativa de inquiridos, 52%, admitiu ser imprescindível o treino comportamental de animais e 35% revelou que já recorreu ou considera recorrer ao serviço de treino para animais.

“O crescimento exponencial da procura do serviço de Treino de Cães reflete o facto de muitas pessoas terem aproveitado a pandemia para finalmente adotarem um animal de estimação”, considera Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da Fixando, sublinhando que, simultaneamente, reflete também que “muitas dessas pessoas não estavam preparadas e viram-se obrigadas a recorrer ao serviço de treino de animais para manterem a paz nas suas casas”. 

Só nos dois primeiros meses deste ano, o treino comportamental “representou um crescimento de 82% relativamente ao ano passado”, sendo este, atualmente, o quinto serviço mais procurado na plataforma durante a pandemia. Cada sessão pode chegar aos 40 euros, sendo este um serviço principalmente direcionado para os cães, revela a Fixando. De acordo com o estudo, a pandemia trouxe também uma “quebra na procura de hotel para animais”, o que se justifica pela “ausência de planos para o futuro, nomeadamente para o Verão, provocada pela incerteza quanto aos planos de desconfinamento” e pela “adaptação das famílias à presença dos animais”.

Este comportamento, considera a responsável, “poderá alterar drasticamente o mercado de serviços para animais e provocar uma crise nos Hotéis para Animais”.

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