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#6 Escapadinhas à Galiza: descubra a rota das “Camélias a dormir em… Paços”

#6 Escapadinhas à Galiza: descubra a rota das “Camélias a dormir em… Paços”

A Galiza é sempre bonita, mas os seus encantos são ainda maiores na altura da primavera. Por isso mesmo, a VIVA volta a sugerir-te mais uma “Escapadinha à Galiza”, e prova-te que, afinal, temos tanta beleza aqui ao pé.

Neste artigo, nós somos o guia turístico, pelo que o convidamos a recostar-se e a deixar-se levar nesta viagem às terras de nuestros hermanos. Posto isto, conheça mais um percurso de 2 dias para fazer na Galiza.

1º Dia

Para explorar os encantadores jardins palacianos, sugerimos que comece o dia na região de O Salnés, nas Rias Baixas, após o café da manhã. Para isso, recomendamos que saia bem cedo do Porto. Afinal de contas, o fim de semana é para aproveitar ao máximo.

Para começar, podia passar pelo Pazo de Rubiáns. Este local é famoso pelas suas camélias, introduzidas pelo Duque de Caminha no início do século XIX. 

Hoje em dia, as sementes dessas camélias são utilizadas para destilar óleo essencial, usado pelas freiras do Convento de Armenteira na fabricação de sabonetes artesanais, de acordo com a Junta da Galiza.

Além do jardim, a propriedade de 65 hectares abriga uma montanha com sobreiros e uma vinha de Alvarinho, contribuindo para a produção de vinhos com a Denominação de Origem “Rías Baixas”. 

Outro grande destaque vai para os imponentes eucaliptos, plantados em 1820 como presente do Bispo de Tui. É inquestionável que estes são um destaque, com circunferência de 14 metros, sendo dos maiores da Europa. Fascinante, certo?

Depois de contemplar o espaço, não pode perder a oportunidade de conhecer o Pazo de Fefiñáns na praça central de mesmo nome. A Igreja de San Benito, uma torre de vigia e uma ponte barroca complementam o cenário, que foi declarado Património de Interesse Cultural.

O Pazo de Fefiñáns abriga a vinícola mais antiga da região, sendo que opera desde 1904. Passear pelos hectares de vinhedos e jardins, que cuidam de espécies nativas e buxos centenários, é uma experiência verdadeiramente deliciosa. Tanto assim é que mais parece que foi saída de um filme da Disney.

Em Cambados, a “capital” do vinho Alvarinho, os restaurantes e bares de tapas oferecem mariscos e peixes frescos da ria, acompanhados do renomado Albariño DO Rías Baixas. Por isso, quando lhe der a fome, já sabe o lugar certo para ir.

À tarde, poderá visitar a herdade A Saleta em Meis, uma grande quinta com celeiro, pombal e capela, cercada por cinco hectares de carvalhos, eucaliptos e sobreiros, além de um jardim inglês projetado por Brenda Colvin. 

As camélias, juntamente com rododendros, azáleas e outras plantas exóticas, criam um espetáculo colorido durante a floração.

Depois de um dia já bem completo, poderíamos partir em direção a Pontevedra. Aí, encontramos o Pazo de Lourizán, uma propriedade de 54 hectares que hoje abriga o Centro de Investigação Florestal, de acordo com a Junta da Galiza.

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O edifício modernista tem uma escadaria imperial e elementos decorativos: mais do que suficiente para impressionar todos os que por lá passam. O jardim botânico, criado em 1949, possui espécies exóticas e nativas, incluindo árvores na Lista das Árvores Únicas da Galiza.

E porque também é fundamental descansar, depois da visita, recomendamos um jantar no centro histórico de Pontevedra, onde restaurantes tradicionais oferecem a autêntica culinária galega. Aqui, poderá sentir a cultura da região.

2º Dia

Depois de uma noite, esperançosamente, bem descansada, é hora de acordar e aproveitar o domingo da melhor forma possível. Na segunda-feira, já é dia de trabalho, mas até lá, há muito para descobrir!

Posto isto, depois do café matinal em Pontevedra, é boa ideia apontar rotas para o Castelo de Soutomaior. Em terras vizinhas, terá o tempo suficiente para conhecer este espaço tremendamente bonito e recheado de história.

São cerca de 30 minutos de carro que valem bem a pena. Este castelo possui jardins que foram os primeiros em Espanha a receber o título de “Jardim Internacional de Camélias de Excelência” pela Sociedade Internacional de Camélias durante o Congresso Internacional de Camélias na China em 2012.

Tudo isto por causa da grande relevância atribuída às camélias no Parque Botânico de Soutomaior. Como pode ver, na Galiza, as camélias são muito mais do que um simples elemento natural.

Feitas as contas, o parque abriga um total de 400 camélias de até 25 espécies diferentes, algumas com séculos de idade. Uma das árvores mais impressionantes tem 18 troncos que se estendem a partir da base, formando uma copa com 17 metros de diâmetro, a maior da Galiza.

A propriedade, com 35 hectares, contém palmeiras, laranjeiras, eucaliptos, castanheiros, carvalhos e magnólias, tudo em torno do castelo medieval cuja construção original data do século XII. 

De acordo com a Junta da Galiza, o acesso ao complexo murado é feito por uma ponte levadiça, e acima do portão, pode ver-se o brasão do Marquês de Mós. No interior, os quartos restaurados e a “Galeria das Senhoras” oferecem uma vista magnífica para o pátio do castelo.

Isto, por si só, é perfeitamente capaz de olhe ocupar (e bem) uma manhã inteira e quem sabe mais do que isso. Depois de almoçar na região, sugerimos que dê um simples passeio pela região. Até porque fazer turismo não implica ter sempre um objetivo.

Também há beleza na descoberta individual, pelo que é importante saber equilibrar as doses de planeamento e de improviso. Após uma tarde divertida, está na hora de regressar à cidade do Porto.

Ainda assim, uma coisa é certa ou, pelo menos, muito provável: vai ter vontade de voltar à Galiza.

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PD- Revista Sabe bem