Os planos para o futuro do Edifício Transparente continuam a ganhar forma, com a Câmara do Porto a apontar para uma demolição parcial da estrutura, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente.
O presidente da autarquia, Pedro Duarte, explicou que a solução ainda está a ser trabalhada, mas deixou claro o objetivo: “devolver um espaço único à cidade”, eliminando aquilo que considera ser uma barreira visual e arquitetónica naquela frente marítima (via CM Porto).
A proposta passa por reduzir significativamente o edifício, mantendo apenas a base para funções de apoio à praia. “O que prevemos para ali são serviços de apoio de praia para quem quer usufruir daquele espaço, sendo que os escritórios não terão cabimento nesta visão”, afirmou.
Apesar das mudanças previstas, o autarca garante que o processo terá em conta os contratos atualmente em vigor e as atividades instaladas no local. “Não queremos prejudicar ninguém, mas o interesse coletivo vai ser sempre privilegiado perante interesses particulares”, sublinhou.
Nesse sentido, o Município mostra-se disponível para dialogar com os concessionários e apoiar a transição. “Vamos conversar com quem tem a concessão daquele espaço”, assegurou, reforçando a intenção de encontrar alternativas para empresas e trabalhadores.
A intervenção enquadra-se numa estratégia mais ampla de requalificação da zona costeira, tirando partido da ligação direta entre o parque urbano e o mar. Para Pedro Duarte, trata-se de uma oportunidade para repensar aquele espaço: “são os edifícios que têm de se adaptar às pessoas, não é o contrário”.
A decisão final dependerá ainda de avaliações técnicas em curso, que irão determinar se a demolição será parcial ou total. Ainda assim, o presidente da Câmara acredita que o projeto poderá avançar já no próximo ano.
(Foto: Diogo Batista – via CM Porto)
