De acordo com a vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro, “o objetivo de reunir meio milhar de mordomas foi ultrapassado” e o número de inscrições registado “superou largamente o número de mordomas que participaram no desfile do ano passado, cerca de 400 mulheres”.
“É com muita satisfação que vemos esta elevada participação. É o corolário do trabalho que temos realizado de dinamização das festas. Muitas pessoas que se inscreveram não são de Viana do Castelo e querem desfilar”, afirmou.
A também presidente da VianaFestas, entidade que organiza as festas de Nossa Senhora da Agonia, sublinhou que aquele desfile “é o momento forte de exaltação do traje à Vianesa”.
A romaria começa na sexta-feira com aquele desfile que percorre as principais artérias da cidade a partir das 10h e dura até ao próximo domingo, dia do cortejo etnográfico, este ano com dedicado aos gigantones e cabeçudos (16h).
O final da romaria é assinalado pela serenata e cachoeira de fogo-de-artifício (00h00) que cai da ponte Eiffel, com o rio Lima como pano de fundo.
No desfile da mordomia, os diferentes trajes das freguesias de Viana encontram-se e mostram-se à cidade. Esta é uma tradição cada vez mais enraizada entre as mulheres de Viana do Castelo e que junta várias gerações.
O desfile da mordomia é a forma dos organizadores apresentarem cumprimentos às várias autoridades, Estado, autárquicas e eclesiásticas presentes na cidade.
Estima-se em cerca de 14 milhões de euros, o valor das centenas de quilos de peças de ouro usadas pelas mordomas naquele desfile.
Desde há três anos, também as mulheres da ribeira de Viana do Castelo, com os seus trajes de varina, participam neste desfile.