A Câmara do Porto pretende dar um novo impulso ao projeto da Biblioteca Errante, com a abertura de um novo polo no edifício da Alfândega e a criação futura de bibliotecas de proximidade em parques públicos da cidade.
O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo vereador da Cultura, Jorge Sobrado, durante uma visita à Biblioteca de Periódicos, atualmente instalada na antiga Escola Ramalho Ortigão, no Bonfim. Este espaço acolhe provisoriamente o acervo enquanto decorrem as obras de requalificação da Biblioteca Municipal.
Segundo o autarca, citado pelo JN, a futura biblioteca da Alfândega terá uma área aproximada de 500 metros quadrados e assumirá um perfil “pluritemático” e “muito generoso”, estando a autarquia a trabalhar para que possa abrir ao público até ao final deste ano.
Paralelamente, o município quer levar livros e espaços de leitura para zonas verdes da cidade. A criação de bibliotecas de proximidade em parques públicos está entre as ambições do executivo, com o Parque do Covelo apontado como um dos exemplos possíveis. “Os parques são ótimos lugares para ler”, sublinhou Jorge Sobrado, adiantando, no entanto, que ainda não há calendário definido para esta vertente do projeto.
No âmbito da reorganização da rede de bibliotecas municipais, está também prevista a criação de uma Casa Forte na Biblioteca Almeida Garrett, no Palácio de Cristal. A estrutura, cujo investimento deverá rondar os 500 mil euros, servirá para acolher o espólio documental mais valioso da Biblioteca Municipal, incluindo manuscritos de autores dos séculos XIX e XX, enquanto o edifício de São Lázaro permanece encerrado para obras.
Entretanto, o vereador da Cultura reconhece que a nova localização da Biblioteca de Periódicos ainda é pouco conhecida e espera “vencer essa invisibilidade”, lançando um desafio direto aos portuenses para que visitem o espaço instalado junto à Igreja do Bonfim.