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Vai “nascer” um novo centro universitário no Porto em 6 meses

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O polo da Universidade Lusófona no Porto está em plena transformação. O campus vai ganhar três novos edifícios — biblioteca, cantina e auditório — que, no total, ocuparão uma área de seis mil metros quadrados (via Porto Canal). 

As obras, que começaram há cerca de um mês, deverão estar concluídas dentro de meio ano. O projeto é assinado pelo arquiteto Eduardo Souto Moura, que apresentou os detalhes esta terça-feira, na Casa da Arquitetura, em Matosinhos. O valor do investimento não foi revelado.

O auditório, com capacidade para 200 pessoas, contará ainda com várias salas de aula. Os edifícios, de três e quatro pisos, estarão interligados entre si. Num deles, Souto Moura precisou de adaptar o desenho ao subsolo devido à presença de um curso de água. 

Segundo explicou, esse elemento natural “não pode nem ser desviado nem fechado”, razão pela qual optou por criar “um canal, fechado à universidade, mas disponível para as fiscalizações que a Agência Portuguesa do Ambiente entender fazer”.

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Durante a apresentação, o arquiteto sublinhou que a nova construção, erguida junto à muralha Fernandina, no centro histórico do Porto, respeita a identidade do local. “Isto não é um choque. Há quatro séculos de diferença, portanto também há diferenças de gosto. Estamos em 2025, a muralha Fernandina tem cinco séculos de distância. Eu não vou copiar o antigo, é ridículo. Cada tempo tem a sua identidade e a identidade tem a sua linguagem”, afirmou.

A Universidade Lusófona, com presença em Lisboa e no Porto, tem como missão “o ensino, a investigação nos vários domínios da ciência, da cultura e das tecnologias, numa perspetiva interdisciplinar e, especialmente, em ordem ao desenvolvimento dos países e povos da língua portuguesa”.

(Foto: crédito Lusófona)

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