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Vai levar tempo, mas isto vai recuperar

Vai levar tempo, mas isto vai recuperar

Gerir a maior empresa ibérica de tintas e vernizes em tempos de covid-19 não é fácil. A maior preocupação é conseguir manter toda a equipa segura, assegurar os contactos com os clientes e continuar a fornecer dentro daquilo que é possível.

A primeira reunião com o intuito de ativar o plano de contingência da CIN aconteceu a 3 de março, precisamente um dia depois de terem sido confirmados os dois primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus no país, concretamente em Felgueiras, na região Norte. Desde cedo estive bastante atento à evolução do surto na China e estava convicto de que seria uma questão de tempo até que este entrasse na Europa e atingisse Portugal e os países vizinhos.

A partir do dia 6 desse mês, tínhamos reunidas todas as condições para começar a implementar o plano de contingência delineado nos três dias anteriores. Equipas foram separadas, cantinas e balneários replicados, salas de convívio fechadas, reuniões presenciais proibidas e quase 70% dos colaboradores foram colocados em teletrabalho. Tudo com um único objetivo, o de conter a propagação de um vírus invisível, desconhecido e altamente contagioso.

Uma resposta bastante rápida e eficiente, que deveria ter sido igualmente dada pelo Governo, que pecou por se atrasar na resposta à pandemia. Nós trabalhamos em muitos países e não tenho dúvidas que a atuação deles foi melhor, como por exemplo França e Itália. “Em tempos de guerra não se limpam armas” e, por isso, a resposta deveria ter sido dada com uma maior rapidez. Foi um trabalho desordenado, que se refletiu na demora, por parte de algumas empresas, em receber os apoios que lhe foram prometidos.

O clima económico no período pós-pandemia será, com certeza, muito duro e pode levar entre dois a três anos até estabilizar verdadeiramente. Até agora houve o problema da pandemia propriamente dita, mas em termos económicos não se sentiu muito. Neste momento está a arrebitar um pouco com o desconfinamento, mas a expectativa é que comece a abrandar paulatinamente até ao final do ano e que depois continue durante o primeiro trimestre de 2021.

“Não há tormenta que perdure nem bem que sempre dure” e, por isso, à boa maneira portuguesa, há que arregaçar as mangas e lutar, retirando todas as lições que este novo coronavírus trouxe. Afinal, é isso que os portugueses estão habituados a fazer e foi dessa forma que, ao longo deste período crítico, se reinventaram e adaptaram exemplarmente bem. O teletrabalho, por exemplo, poderá ser, de futuro, uma das opções, para a CIN e para grande parte das empresas, tendo em conta que as ferramentas evoluíram bastante e os trabalhadores se adaptaram bem a esta nova funcionalidade.

João Serrenho
Presidente da CIN

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