“Proporcionar descontraídos momentos de lazer mas também a descoberta da melhor ciência que se faz em Portugal e, sobretudo, dos cientistas que a desenvolvem, é o objetivo a que vários organismos da Universidade (e não só) se propõem naquele que é considerado o maior evento de divulgação de ciência em Portugal, e em muitos países da Europa. Para tal, toda a população está convocada a participar numa seleção alargada de iniciativas e atividades para todas as idades, em que o foco são as aplicações da investigação científica no dia a dia e os desafios que o futuro próximo nos coloca”, explica o comunicado da U.Porto.
Depois de dois anos de ausência, a U.Porto volta a oferecer duas Noites dos Investigadores, ambas a decorrer no próximo dia 30 de setembro, no pólo do Campo Alegre. A noite científica arranca no Jardim Botânico do Porto, onde, a partir das 18h, o MHNC-UP – Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto abrirá as portas da emblemática e renovada Casa Andresen com um cartaz recheado de demonstrações, jogos interativos, palestras, quizzes, experiências de realidade virtual e visitas guiadas ao Jardim. O programa de atividades inclui ainda uma expedição naturalista ao estilo do séc. XIX, uma missão de reconhecimento da fauna que se esconde nos charcos e lagos do Botânico, entre outras ações que tocam todas as áreas do conhecimento científico.
A “segunda” Noite dos Investigadores arranca às 21h e pode começar ou terminar a ver estrelas no Planetário do Porto – Centro Ciência Viva, um dos palcos das atividades promovidas pelo consórcio FORESIGHT, ao qual se associam o i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde e o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP). O visitante poderá assistir, entre outras experiências, a uma exposição de meteoritos, uma sessão imersiva e workshop sobre poluição luminosa e, claro, a incontornável observação astronómica com telescópio. Alguns dos investigadores do i3S estarão também no Planetário para falar do seu trabalho e percurso em formato de speed dating.
As atividades são abertas a toda a população, têm entrada livre e prolongam-se até à meia-noite.
A NEI comemora-se, desde 2005, por toda a Europa sempre na última sexta-feira de setembro, numa iniciativa promovida pela Comissão Europeia e pelas Acções Marie Curie. O objetivo é proporcionar uma oportunidade para que público e cientistas convivam de modo informal e lúdico.