Com uma duração de quatro anos, o RECAP (Research on European Children and Adults born Preterm) visa, segundo o portal de notícias da U.Porto, “integrar, harmonizar e analisar os dados de cerca de 20 coortes europeias sobre crianças e jovens muito prematuros e respetivas famílias, informação que tem vindo a ser recolhida desde 1980 até ao presente, conjuntamente com dados de registos nacionais”.
Os nascimentos muito prematuros têm sido associados a um “risco mais elevado de problemas como paralisia cerebral, deficit visual e auditivo, dificuldades cognitivas, alterações psiquiátricas e dificuldades sociais”. Ao mesmo tempo, começam a acumular-se evidências de que “a saúde mental, a qualidade de vida, o relacionamento social e as oportunidades de emprego podem também ser prejudicadas nesta população, embora sejam passíveis de prevenção”.
A conceção e desenvolvimento da plataforma informática do projeto está a cargo do INESC TEC. Esta plataforma alia a mais recente tecnologia de gestão e partilha de dados, assim como ferramentas que reforçam a capacidade de investigação e a participação alargada de stakeholders, incluindo investigadores, clínicos, decisores, crianças e jovens muito prematuros e respetivas famílias.
Para além do ISPUP e do INESC TEC, o RECAP conta com um consórcio de parceiros de 12 países europeus, entre os quais a Universidade de Warwick (Reino Unido), o INSERM (França), a Universidade de Leicester (Reino Unido), o THL (Finlândia) e o Instituto Karolinska (Suécia).