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Universidade do Porto vai contar “A História da Covid-19”

Universidade do Porto vai contar “A História da Covid-19”

O Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto está a recolher e a contextualizar materiais que vão permitir contar “A História da Covid-19” às próximas gerações, anunciou a instituição.  

De acordo com Rita Gaspar, curadora das coleções de Arqueologia, Etnografia e Antropologia biológica do MHNC-UP, os curadores de todo o mundo “sentiram este impulso de constituição de coleções que marcassem o momento e contassem esta história. Em Portugal não foi diferente”, referiu.  

Em causa estão máscaras, ventiladores, viseiras criadas em impressoras 3D, vacinas, processos de investigação e respetivos resultados, entre muitos outros elementos. “Desta recolha fazem parte equipamentos de proteção individual como máscaras caseiras, viseiras criadas em impressoras 3D, máscaras que permitam a comunicação entre a comunidade surda, projetos dentro da academia e em articulação com o mundo empresarial que produziram os materiais em escassez (testes e cógulas são apenas alguns exemplos), dispositivos desenvolvidos pela academia, por startups e pelo mundo empresarial, soluções médicas e tecnológicas, assim como os materiais de comunicação produzidos e disseminados pelo Gabinete de Comunicação e Imagem da U.Porto”, lê-se no portal da instituição. 

“É importante guardar esta memória, registando desde as máscaras sociais que foram feitas em casa até à empresa de cotonetes que alterou a sua produção para zaragatoas em tempo record e em articulação com a academia, ou o centro de investigação que desenvolveu os testes rápidos”, acrescentou, citada em comunicado. 

Segundo a responsável, tudo começou “há praticamente um ano”, com a recolha, junto das Unidades Orgânicas (UO) e dos Centros de Investigação (CI) de luvas cirúrgicas, batas, proteção de calçado, fatos de proteção integral, viseiras, zaragatoas, toucas e proteção ocular, materiais necessários aos Hospitais de São João e de Santo António.  

Tratava-se de “equipamento utilizado nos CI e UO para dar aulas e fazer investigação” e que, rapidamente, começou a ser armazenado na Casa Comum à Reitoria da Universidade do Porto, que se transformou “num verdadeiro armazém de recolha”. 

“Numa segunda fase, passou-se à produção de viseiras, conseguindo abranger não só os Hospitais de Santo António e São João, mas também o Pedro Hispano, em Matosinhos, o Santos Silva, em Gaia, para além de alguns centros de saúde”. A iniciativa contou também com a respeitava “produção para hospitais e diferentes locais que faziam os testes à população”, de “projetos de investigação relacionados com a pandemia”, entre outros. 

Aos poucos, a Universidade do Porto está a construir “um repositório”, “o mais completo e diversificado possível”, que poderá traduzir-se em exposições, projetos de investigação da comunidade científica e académica bem como para consulta da comunidade. 

O passo seguinte, lê-se no portal de notícias da U.Porto, será “trabalhar a divulgação deste acervo, e contar a história deste episódio, em si, já histórico, através de iniciativas de âmbito diverso”. 

“Os artefactos que estamos a guardar permitirão contar histórias de criatividade, resiliência e solidariedade, para além das que se prendem com as descobertas científicas”, completou, por sua vez, Fátima Vieira, Vice-Reitora da área a Cultura. 

Foto: U.Porto

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