A Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) iniciou esta segunda-feira, 22 de setembro, a instalação de informação digital nas paragens da rede Unir, através de códigos QR que permitem ao utilizador aceder no telemóvel aos horários da linha, ao trajeto no mapa e a outras paragens.
Segundo o presidente da TMP, Marco Martins, o processo arranca nos terminais do Hospital de São João, Pólo Universitário e Asprela, no Porto, e irá estender-se progressivamente, em cerca de dois meses, às 11.900 paragens da rede. Para já, os códigos permitem apenas consultar horários programados, estando previsto o acesso em tempo real numa fase seguinte.
A introdução dos QR codes responde a uma das principais queixas dos utentes desde o arranque da rede, em dezembro de 2023.
Paralelamente, surgem tensões no lote 4 da rede, operado pela Auto-Viação Feirense (Transportes Beira Douro), que serve Vila Nova de Gaia e Espinho. Os motoristas anunciaram uma greve para sexta-feira e dia 29, contestando horários que consideram “impossíveis de cumprir com segurança”.
Em plenário realizado em Lourosa, os cerca de 100 trabalhadores denunciaram trajetos demasiado curtos face às condições reais de trânsito, acusando a Unir de impor tempos inviáveis e a empresa de os aceitar, o que resulta em atrasos acumulados, maior stress e falta de pausas adequadas. “Estamos a alertar antes que aconteça uma desgraça”, afirmou Hélder Borges, da Fectrans, apontando ainda problemas de limpeza e manutenção da frota.
Fonte oficial da TMP, citada pelo Porto Canal, contrapõe que “não foi detetado nenhum horário impossível de realizar”, garantindo que todos os tempos atribuídos “são viáveis”. Sublinha ainda que cabe ao operador gerir a distribuição das linhas pelos motoristas e assegurar as condições de trabalho.
A greve soma-se a um processo de modernização do serviço, marcado por críticas dos utentes, mas também por medidas como a digitalização da informação em paragens.