O Porto foi palco, nos últimos dias, de um conjunto de testes tecnológicos destinados a melhorar a circulação de veículos de emergência na cidade. A iniciativa, integrada no projeto Route 25, avaliou um sistema que permite dar prioridade nos semáforos às viaturas do Regimento de Sapadores Bombeiros, sempre que estas se encontrem em missão urgente.
A ação resultou de uma parceria entre o Município do Porto, a Porto Digital e a empresa Soltráfego e decorreu em ambiente real, mas em período noturno, de forma a reduzir impactos no trânsito habitual (via CM Porto).
Os ensaios realizaram-se nas noites de 21 e 22 de janeiro, entre as 23h00 e as 5h00, em dois eixos considerados fundamentais para a saída rápida dos meios de socorro: as ruas da Constituição e de Damião de Góis.
Durante a operação, foram implementados condicionamentos temporários de circulação e garantido apoio policial, assegurando assim a segurança de todos os envolvidos e o normal funcionamento do espaço urbano.
O vereador com o pelouro da Transformação Digital e Serviços ao Cidadão, Rodrigo Passos, acompanhou no terreno os testes, sublinhando a aposta do município em soluções inovadoras que reforcem a eficiência e a segurança da mobilidade urbana.
Este demonstrador faz parte do projeto PRR Route 25, que pretende desenvolver e validar soluções inteligentes para a mobilidade nas cidades. No caso concreto, o objetivo passa por avaliar a eficácia da priorização semafórica em contexto urbano, bem como recolher dados que possam sustentar futuras melhorias tecnológicas e a eventual expansão do sistema a outras zonas do Porto.
A Porto Digital assume um papel de coordenação do ecossistema do living lab da cidade, articulando os diferentes parceiros envolvidos. Em conjunto com a Soltráfego, responsável pela componente tecnológica, e com o Regimento de Sapadores Bombeiros, enquanto utilizador final da solução, foram asseguradas todas as condições técnicas e operacionais necessárias aos testes.
O envolvimento do RSB passa pela disponibilização de viaturas equipadas com sensores, permitindo validar o sistema em cenário operacional real e beneficiar, no futuro, de tempos de resposta mais rápidos nas emergências.
Todo o processo foi previamente aprovado pela Divisão Municipal de Gestão da Mobilidade, enquadrando-se na estratégia municipal de experimentação e inovação aplicada à mobilidade urbana.
(Foto: Damnworks)