Foi esta terça-feira, 5 de agosto, derrubada a última parede que separava a futura estação da Galiza da estação da Casa da Música, marcando a conclusão do túnel que ligará as duas pontas da nova Linha Rosa do Metro do Porto. O momento simbólico contou com a presença de dezenas de pessoas e foi celebrado com uma salva de palmas, simbolizando também o início da reta final da empreitada.
Segundo Tiago Braga, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, esta etapa representa o arranque oficial para a conclusão da obra. Citado pelo JN afirmou que “Ficou definido que, a partir deste momento, teríamos seis meses para concluir a obra, portanto acredito que no primeiro trimestre de 2026 teremos condições para arrancar com a operação comercial da Linha Rosa”.
O impacto da nova linha no dia a dia da cidade será significativo. “Estimamos que sirva 8,5 milhões de utilizadores e permita evitar quase duas mil toneladas de CO₂. Além disso, vai permitir fazer a viagem entre a Casa da Música e São Bento em cerca de 15 minutos, o que, em hora de ponta, pode ser uma viagem de cerca de 45 minutos”, destacou Tiago Braga.
Apesar de a obra estar inicialmente prevista para terminar em julho de 2025, o responsável justificou os atrasos com ajustamentos inevitáveis ao terreno. “Foi tudo feito para que a obra se realizasse nas melhores circunstâncias possíveis, seja em termos de prazo, mas fundamentalmente em termos de segurança. Não tivemos nenhuma fatalidade, nem nenhum acidente grave e isso é de assinalar. No entanto, tivemos que ir ajustando o perfil da escavação às características geotécnicas da cidade do Porto, que foi necessário alterar à medida que a obra avançava”, explicou.
A secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, marcou também presença e sublinhou o objetivo da obra: “Estamos a trabalhar para as pessoas e para as trazer para o transporte coletivo. Temos que oferecer conforto, segurança e previsibilidade para que haja esta mudança de paradigma.”
O túnel agora concluído tem cerca de 800 metros e passa sob a Rua de Júlio Dinis e a Rotunda da Boavista (Praça Mouzinho de Albuquerque). A Linha Rosa terá três quilómetros de extensão e quatro estações subterrâneas: São Bento II, Hospital Santo António, Galiza e Casa da Música II.
O investimento na linha ronda os 304,7 milhões de euros, financiado por fundos europeus e nacionais, incluindo o Programa Sustentável 2030, o Fundo Ambiental e o Orçamento do Estado.
Enquanto se concluem os trabalhos da Linha Rosa, decorre também a construção de uma nova estação no âmbito da futura Linha Rubi, que ligará a Casa da Música a Santo Ovídio, em Gaia.