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Turma do Bem

Turma do Bem

Em todo o mundo, a Turma do Bem já conseguiu juntar quase dez mil dentistas e atender mais de 18 mil crianças, de forma gratuita. “Em Portugal, 230 dentistas já aderiram ao projeto e são já mais de 350 os jovens atendidos”, contou, à Viva, a coordenadora internacional da organização, Camila Carnicelli.

tbem2Apesar de ter chegado ao nosso país há apenas um ano, a Turma do Bem “superou todas as metas e expetativas”. Ainda assim, a responsável admite que ainda há “um longo caminho a percorrer”, tendo em conta as centenas de jovens que estão em lista de espera. “São jovens com graves problemas de saúde oral – a maioria a sofrer com dores – que não têm condições para pagar esses tratamentos”, explicou.

O nascimento de uma rede de dentistas voluntários

A história da TdB começou a ser escrita há 16 anos, quando o seu fundador, o dentista Fábio Bibancos, lançou o livro de prevenção “Um Sorriso Feliz para seu Filho”. Em declarações à Viva, Camila Carnicelli contou que o especialista começou a ser convidado para realizar palestras nas escolas particulares, chegando, depois, aos estabelecimentos de ensino público. “No final dessas palestras, as mães iam falar com ele e mostravam a boca dos seus filhos em péssimas condições de saúde oral, onde a prevenção já não funcionava”, adiantou a coordenadora. “Foi então que começou a oferecer tratamento odontológico gratuito a esses jovens no seu próprio consultório”, acrescentou.

No entanto, o número de crianças a precisar de tratamento cresceu e Fábio Bibancos teve de convidar alguns amigos a juntar-se ao projeto, começando, assim, a desenhar-se uma rede de dentistas voluntários. “Esta rede de Dentistas do Bem tem como objetivo prestar atendimento odontológico completo e gratuito aos jovens mais pobres, mais próximos do primeiro emprego e que apresentam maiores problemas de saúde oral”, afirmou Camila Carnicelli.

tbem3Apesar do número crescente de profissionais que se juntam à Turma do Bem, a necessidade de aplicação de tratamentos orais torna-se, cada vez maior, situação que é bem visível no Porto. Estes 26 heróis [dentistas que se associaram à organização] têm trabalhado bastante para tentar reduzir a fila de espera na área do Porto mas precisamos muito da ajuda de mais dentistas”, apelou a coordenadora internacional. “Todos podem ajudar: os dentistas que ainda não pertencem à Turma do Bem podem e devem fazê-lo pois existem muitas crianças cujas famílias não têm qualquer possibilidade de lhes proporcionar uma boa saúde oral. Quem não é dentista pode falar com o seu dentista e dar a conhecer este projeto a todos os seus amigos”, acrescentou, em declarações à Viva.


Visitas médicas às escolas

A Turma do Bem funciona através de visitas às escolas públicas e organizações da cidade, durante as quais uma equipa de profissionais faz uma triagem dos jovens com idades entre os 11 e os 17 anos. “A partir daí, seleciona os mais carenciados, com mais problemas de saúde oral e mais velhos, por estarem mais próximos do primeiro emprego”, explicou a responsável. Seguidamente, através de um sistema informático, são encaminhados para o consultório mais próximo da sua residência e começam o tratamento. Camila Carnicelli especificou ainda que “o Dentista do Bem, para além do tratamento imediato, fica responsável pela saúde oral da criança até ela completar 18 anos de idade”.

tbem5Saúde oral “negligenciada”

Depois de um ano de trabalho no nosso país, a coordenadora internacional da Turma do Bem considera que a saúde oral dos portugueses ainda está “bastante carenciada”. “O que constatámos no terreno é que este é um problema comum a milhares de jovens, independentemente da nacionalidade. Os problemas de saúde oral dos jovens portugueses não diferem dos dos jovens brasileiros. Infelizmente, a saúde oral ainda é negligenciada pelas políticas públicas e é tratada como uma questão de estética”, afirmou.

Segundo Camila Carnicelli, “as pessoas, de um modo geral, dão pouca importância aos cuidados diários dos dentes (…) Muito mais do que estética, a boca é a porta de entrada do organismo”, salientou, explicando que os problemas orais podem causar ou agravar doenças como a diabetes, doenças dos rins e do coração. “Além de problemas psicológicos”, notou, contando que algumas crianças desenvolvem problemas de comunicação e vergonha de sorrir devido à falta de dentes permanentes. “Queremos mudar isso. Queremos mudar a perceção da sociedade quanto à importância da odontologia na saúde física e mental do indivíduo”, destacou a responsável, defendendo que a saúde oral “é um direito de todos”.

Texto: Mariana Albuquerque

Fotos: Turma do Bem

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