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Torres na avenida Nun’Álvares? Vereador da CM Porto deu resposta às críticasa

Torres na avenida Nun'Álvares? Vereador da CM Porto deu resposta às críticasa

O vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Pedro Baganha, garantiu esta segunda-feira, durante a reunião do Executivo municipal, que o projeto das torres previstas para a nova Avenida Nun’Álvares cumpre “escrupulosamente todos os parâmetros previstos no PDM” e acusou os críticos da proposta de promoverem “desinformação”, “populismo” e “demagogia”.

Em causa está o projeto de urbanização para a nova avenida na zona da Foz, que ligará a Praça do Império à Avenida da Boavista e que prevê, entre outras edificações, a construção de três torres desenhadas pelo arquiteto Norman Foster. O projeto de loteamento foi aprovado pelo Executivo com a abstenção da CDU.

Pedro Baganha, que leu uma extensa declaração durante a reunião, afirmou que o processo “foi totalmente escrutinado pelos órgãos autárquicos” e lamentou o “elevado grau de desinformação, populismo, obscurantismo e demagogia” que, segundo ele, tem marcado o debate público em torno do projeto, particularmente sobre o lote que inclui as torres. (via JN)

Projeto é mais recuado que o de 2012 e não aumenta volume de construção

De acordo com o vereador, a proposta atual representa uma redução face ao projeto de 2012: “O projeto de loteamento de 2012 previa 214.053 metros quadrados de área de construção; o atual prevê 176.836 metros quadrados”, referiu. Também o número de fogos foi reduzido, de um máximo de 2.572 para os atuais 1.665, o que, sublinhou, implicará “menor sobrecarga para a estrutura urbana”.

Como citado pelo JN, Baganha frisou ainda que “houve uma redução generalizada da altura das construções”, passando de uma “moda entre os cinco e os seis pisos” para uma “moda entre três e quatro pisos”. As únicas exceções, referiu, são os três lotes junto à Praça do Império, onde estão permitidos edifícios “com um máximo de 25 pisos”.

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O vereador rejeitou qualquer favorecimento a proprietários: “Não houve qualquer benefício atribuído a nenhum proprietário, todos foram tratados de forma igual, com critérios transparentes e escrutináveis”. E explicou que “não há qualquer benefício para os proprietários que desejam construir em altura”, uma vez que “os metros quadrados de edificação não variam com a tipologia da construção”.

“As torres propostas têm cerca de 16 mil metros quadrados de área de construção. Se, em vez de três edifícios com 25 pisos, estivéssemos a falar de 12 edifícios com seis pisos, a área total de construção seria exatamente a mesma: 48 mil metros quadrados”, exemplificou.

Para Baganha, uma ocupação mais baixa implicaria “maior ocupação de solo, logo, maior área impermeabilizada, logo, menos áreas verdes de uso público disponíveis”.

O autarca também refutou as alegações de que as torres terão 100 metros de altura. Disse estarem a ser divulgadas “fotomontagens ou imagens sintetizadas por inteligência artificial absolutamente manipuladas e fora da realidade”.

A criação da nova Avenida Nun’Álvares é uma ambição antiga da cidade, com mais de um século, e será concretizada em três fases. O projeto tem gerado contestação por parte de movimentos cívicos e moradores, que questionam o impacto urbanístico da construção em altura na zona da Foz.

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