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Time Out apresenta até ao final do ano pedido de licenciamento para o mercado em São Bento

Time Out apresenta até ao final do ano pedido de licenciamento para o mercado em São Bento

A Time Out vai apresentar, até ao final do ano, o pedido de licenciamento para o mercado a instalar na Estação de São Bento, no Porto, mantendo a torre de 21 metros que a ICOMOS – organismo consultivo da Unesco para o património – considerou “intrusiva”.

“Contamos apresentar à câmara o projeto para licenciamento até ao final do ano, já antecipando que possam surgir questões técnicas”, afirmou quarta-feira à Lusa, citada pelo Sapo 24, o presidente da Time Out Market, João Cepeda.

O responsável salientou que este é um projeto “muito caro”, pelo que tudo se fará para garantir o respeito pelo património.

“A torre é uma parte do projeto. Tudo aquilo do projeto que foi aprovado pelas autoridades nacionais e pela câmara municipal, faremos”.

“Sempre dissemos que levaríamos o tempo que fosse necessário para garantir o respeito pelo património”, concluiu, sublinhando que o Mercado Time Out Porto mereceu a aprovação da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), do Conselho Nacional de Cultura e, agora, da Câmara do Porto.

De recordar que a Câmara do Porto deu parecer positivo ao Pedido de Informação Prévia (PIP) para o Mercado Time Out na Estação de São Bento. No entanto, a autarquia ressalvou que esta aprovação “não é o mesmo que um licenciamento”.

“A Time Out terá agora de apresentar um pedido de licenciamento, para dar seguimento ao processo”, frisou a autarquia, na resposta enviada quarta-feira à Agência Lusa, citada pelo Sapo.

De recordar que, no dia 20 de agosto, a Lusa noticiou que o projeto do Mercado Time Out Porto, na estação de São Bento, foi aprovado pela Direção-Geral do Património Cultural em maio, apesar das críticas da UNESCO quanto ao tamanho “intrusivo” da torre de 21 metros projetada para o local.

O mercado que a Time Out quer instalar na ala sul da estação de São Bento inclui uma torre de 21 metros assinada pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura, “com uma área de restauração no topo e vistas para os Clérigos”. O mercado será ainda constituído “por 12 a 13 minirrestaurantes, dois bares e alguns quiosques de marcas locais”, segundo apontou o Jornal de Notícias.

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